Dan Barker
 
 
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Atualizado: 23/12/2002
   
                     
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A ESTÓRIA ESQUECIDA DE LUTHER BURBANK
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de Dan Barker


***

"Sou um Infiel"

Luther BurbankLuther Burbank era muito conhecido como um botânico e cientista. Sua fama como inventor de novas frutas, plantas e flores inspiravam interesse mundial para o cultivo de plantas, razão pela qual ele foi reconhecido por um Ato do Congresso entre muitas outras honras.

O que não era muito conhecido, até antes de sua morte em 1926 aos 77 anos, era que Luther Burbank fosse um livre-pensador. Aqueles que haviam lido suas obras e freqüentavam suas palestras sobre evolução sabiam que ele era um "naturalista", em ambos os usos científico e filosófico da palavra. Mas o publico em geral, que o amavam pelo seu trabalho como um gentil horticultor, não sabiam nada sobre suas opiniões iconoclastas.

Burbank sempre foi franco sobre o livre-pensamento com amigos e colegas. Ele lia a imprensa racionalista e gostava do "Little Blue Books" de E. Haldeman Julius. Robert G. Ingersoll era um de seus escritores favoritos: "Não acho que exista uma pessoa nesse mundo que tenha sido um admirador tão ardente de [Ingersoll] do que eu. Sua vida e seu trabalho tem sido uma inspiração para toda Terra, jogando uma luz nos lugares escuros que tão tristemente precisavam de luz." Burbank escreveu.

Até 1926, Burbank preferia não publicar abertamente suas visões sobre o livre-pensamento, dedicando suas energias para a Fazenda Experimental de Burbank em Santa Rosa, Califórnia. Mas, dois eventos o fizeram finalmente vir a publico com suas opiniões sobre religião.

O primeiro foi o famoso julgamento de Scopes em 1925, o "Julgamento do Macaco" que jogou a evolução no centro da atenção nacional. O fato de que um professor secundário fora levado a julgamento por ensinar as heresias do Darwinismo (que Burbank tinha ensinado e praticado por muitos anos) "o levou a convicção de que ele deveria falar, sem medir palavras, e se declarar a favor da verdade", de acordo com o biografo Wilbur Hall (The Harvest of the Years, por Luther Burbank, com Wilbur Hall, 1927, Houghton Mifflin).

O segundo evento foram as idéias recém publicadas de seu amigo Henry Ford em favor da reencarnação. Edgar Waite, um repórter do San Francisco Bulletin, entrevistou Burbank sobre sua reação às idéias de Ford e escreveu um artigo na primeira página que apareceu em 22 de janeiro de 1926, com a manchete: "Sou um Infiel, Declara Burbank, Lançando Dúvidas na Teoria da Imortalidade da Alma."

No artigo, que foi reimpresso em todo o mundo, Burbank expressou suas dúvidas sobre o pós vida: "Uma teoria da ressurreição pessoal ou reencarnação do indivíduo é indefensável quando paramos para considerar a magnitude da idéia.

"Pelo contrário, devo acreditar que ao invés da sobrevivência de todos, devemos buscar a sobrevivência somente do espírito do bem que fizemos enquanto vivemos. Isso é tão possível e acreditável quanto a própria prática de Henry Ford de descartar os modelos antigos de seus automóveis."

"Uma vez obsoleto, um automóvel é jogado em um ferro velho. Uma vez aqui e morto, a vida humana também serviu seu propósito. Se foi uma vida boa, foi o suficiente. Não há necessidade de uma outra."

"Mas como cientista", Burbank continua, "não consigo deixar de sentir que todas as religiões estão sobre uma frágil fundação. Nenhuma é perfeita ou inspiradora."

"A idéia de que um bom Deus mandaria pessoas para o fogo do inferno é completamente condenável para mim. Não quero ter nada com tal Deus."

Mas a frase que causou mais consternação entre crentes foi, "Sou um Infiel hoje."

"Não acredito no que me foi posto para acreditar. Sou cético, um questionador. Quando puder ser provado que existe imortalidade, que existe ressurreição além dos portões da morte, então acreditarei. Até lá, não."

Essa estória foi uma bomba, criando ondas de choque ao redor do mundo. "Um vendaval de ódio o envolveu vinte quatro horas," escreveu o biografo Hale. "Temperadas somente por congratulações fluentes e de admiração dos milhares e milhares de admiradores."

Burbank ficou inundado por milhares de cartas - 532 em um dia, de acordo com Waite. O racionalista Joseph McCabe visitou a casa de Burbank durante aquela época e notou "uma pilha de cartas abertas, até o joelho, no chão". "A colheita de hoje", [Burbank] dizia. Sobre uma pequena pilha que estava sob a mesa ele disse: "estas devem ser respondidas."

A maioria dos cristãos, e muitos do clero, esperavam que Burbank tivesse ou citado mal ou que lhe tivesse faltado consideração em escolher a palavra "Infiel". Mas em uma entrevista seguinte, Burbank indicou que tinha verificado no dicionário. "Sou um infiel", ele insistiu. "Eu sei o que é um infiel, e é isso que sou."

Essa controvérsia era para ser a última batalha de Burbank. Wilbur Hale, que estava com ele durante aquelas semanas, "o vi ficar cansado e perturbado, não pela disputa ou pela falsidade lançada contra ele pelos renegados, mas pelo esforço físico requerido. Ele tentou responder todas as cartas, usando um leve bom senso e sem medo daqueles que o atacavam, com isso ampliava sua declaração original para aqueles que o apoiavam.

"...Ele foi enganado por acreditar que a lógica, a gentileza e a razão poderiam convencer os intolerantes."

"Ele se sentia mal. E essa sensação estava fadada a ser a sua última."

"O que matou Luther Burbank, naquela hora e daquela maneira abrupta e trágica, foi seu esforço frustado, ardente e desesperado para fazer as pessoas entenderem. Seu desejo de ajudá-los a clarear suas mentes e induzi-los a substituir histeria por fato o levou além de suas forças. Ele ficou velho de repente tentando fazer as pessoas que foram irracionais por vinte gerações inflexíveis a serem racionais..."

"Ele morreu, não como um mártir da verdade, mas uma vítima da fatalidade da mentira obstinada."

***

Burbank Em Suas Próprias Palavras

[De Por Que Sou um Infiel, publicado em Little Blue Book #1020 e do The Harvest Of The Years, de Luther Burbank com Wilbur Hale.]

***

Discurso no Rito Memorial de Luther Burbank

do Juiz Bem Lindsey

Foi a setenta e sete anos atrás na pequena cidade de Lancaster, Massachusetts, que uma faísca de energia do oceano cósmico encontrou abrigo em uma cobertura de terra e argila. Ela agiu nesse corpo gentil como um gênio criativo tal como esse planeta pouco conhecia. A ortodoxia fanática e intolerante da época negra teria considerado sua criação como uma impertinente interferência com as "Leis de Deus", e seus serviços teriam acabado nas chamas da fogueira. Mas nós avançamos pela estrada do progresso e agora ele será para sempre conhecido como um dos maiores benfeitores do mundo. No aperfeiçoamento criativo da vida vegetal, ele é o nosso maior gênio.

... É impossível estimar a riqueza que ele criou. E que foi generosamente dada ao mundo. Ao contrário dos inventores, em outros campos, nenhum direito de patente lhe foi concedido, nem ele procurou o monopólio do que criou. Se isso tivesse sido o caso, Luther Burbank teria sido talvez o homem mais rico do mundo. Mas o mundo ficou mais rico por sua causa. Nisso ele encontrou alegria que nenhuma quantidade de dinheiro poderia dar.

E então, o encontramos aqui hoje, não em morte, mas apenas na única vida imortal que conhecemos positivamente - suas boas ações, sua vida gentil, simples e sem pecado, de trabalho construtivo e admirável serviço pelo mundo inteiro.

Essas coisas não podem morrer. Elas são acumulativas, e o trabalho que ele fez não deve ser nada além de uma continuidade da única imortalidade que esse bravo e generoso homem procurava, ou pediu para saber.

E agora, ele se vai com as Mudanças Duradouras, como o mais corajoso dos bravos e como a mais carinhosa e adorável flor de todos os jardins do mundo.

Aqui ele trabalhou e produziu suas maravilhas com árvores, vinhas, frutas, grãos e flores sem esquecer qualquer outro ser vivo. Para as aves ele deu uma nova terra, e para os cães e todas as demais criaturas, uma nova amizade e compreensão - tudo como parte do envolvente parentesco com toda a vida. Crescendo como a mais dose de todas as flores do jardim, ele classificou uma criança como irmão de sangue de uma rosa. Como o grande cientista, ao invés do poeta que ele era, ele foi o primeiro a falar tão belamente de uma criança como qualquer outra planta - uma "planta humana". Para ele, como para poucos outros homens, lhe foi dado a sabedoria de que tudo vem da mesma vazante universal e de um escoamento de energia protoplasmática. Uma vez sendo uma criança desta terra, ele foi um dos poucos escolhidos para dar um poderoso impulso para mandar este planeta rodopiante 10 mil anos mais próximo do reino da Felicidade na Terra. Com aquele Céu, aqui e agora, com o coração generoso e humilde que lutou até o fim, ele estava contente.

Muito além da mudança que nós chamamos de morte, que para ele foi sempre parte da vida, uma vez que "vida" e "mudança" eram idênticas para ele, ele nem perguntava nem procurava por um lugar perto dos maravilhosos portões de pérolas no obscuro paraíso da infância patética desta raça - uma raça ainda com os olhos parcialmente abertos, ainda em suas fraldas, apesar de nascida de milhões de anos de mudança e com milhares de anos ainda pela frente.

Ele sempre foi jovem. Tão vivo quanto uma faísca da força eterna - a vida - que de onde ela veio ela nunca se ofusca pelo tempo. E então, ele amou. Um amante maduro, mas nunca velho. "Eu amo todo mundo" ele disse, "Eu amo tudo! Eu amo a humanidade - eu amo as flores - eu amo as crianças - eu amo meu cão - eu amo o homem Jesus - eu sou um amante de todas as coisas que ajudam". Com tal amor perfeito ele era distinto e corajoso de mais para ser ortodoxo.

E então, à face de equívocos de ignorantes e as injurias dos maliciosos, ele se atreveu a falar que era o que ele era enquanto a luz da vida lhe havia dado a coragem para ver e dizer.

Apesar do seu espírito ser tão doce quanto o mais delicado zéfiro que já beijara suas rosas favoritas, isso não o salvou do fanatismo de uma época ainda de idolatria, ainda selvagem em sua intolerância. Sob sua aparência de hipocrisia, chamada civilização, uma grande parte da humanidade ainda ressente-se do direito dos homens de pensar, de expressar suas opiniões honestas sobre a vida e a morte. Mas se alguém acha que eles crucificaram esse homem, eles estão errados. Suas críticas não o fizeram passar por um nada. Ele estava desvendando o direito do homem contra a névoa dos dogmas e do tirano místico e brutal que alguns ainda chamam de Deus - O Moloch que entregou criancinhas inocentes não batizadas para o inferno flamejante, ou para a completa escuridão ou que queimam as criaturas que ele mesmo fez, sabendo quando as fez que iriam ser queimadas.

... Com a bravura de um leão e a coragem dos grandes mártires da história, ele lançou seu desafio na cara daqueles do clero, com ousadia e clareza, "Eu me denomino um Infiel, com um desafio ao pensamento para aqueles que estão dormindo. Então, o jardineiro da natureza estava fazendo no "jardim de plantas humanas" o que ele fazia tão bem no jardim de frutas e flores. Porque de nenhuma outra forma tanto bem poderia ter sido feito por um homem em tão pouco tempo. Aquele jardim precisa de água; precisa de melhor cuidado; as ervas daninhas do passado precisam ser retiradas. Com o tempo todos, menos os fanáticos, agradecerão a ele por fazer as pessoas pensarem.

... Tão grande quanto foram suas contribuições à riqueza material deste planeta, as épocas que ainda virão deverão entende-lo melhor, darão o primeiro lugar em importância ao seu trabalho em prol do aperfeiçoamento das "plantas humanas" e das forças que deverão ganhar, através de sua coragem, para conquistar as ervas, cactos e as ervas daninhas. Então, não mais teremos um Deus que cheira enxofre e fogo; que confunde ódio com amor; um Deus que amarra as mentes das criancinhas enquanto um outro seguidor amarra os pés delas - criancinhas igualmente indefesas para defenderem seu direito precioso de pensar e escolher e não serem acorrentadas desde os primórdios da infância até os dogmas dos mortos.

Luther Burbank se igualará aos grandes líderes que levaram os deuses da irmandade para a escuridão, para sempre longe desta terra. E tudo que ele falou era somente espanto no qual ele se levantou contra uma grande força desconhecida, e sua coragem era tão somente a reverência no qual ele segurava esse grande desconhecido.

...Luther Burbank tinha uma filosofia que realmente funciona para o desenvolvimento humano que ousa desafiar as superstições, hipocrisias, falsidades que tão freqüentemente trabalham para a crueldade, inquisição, guerra e massacres. Superstição que ficou na frente da estrada do progresso, comandada não por um deus ou deuses, mas pelo mais perverso demônio que conhecemos - a ignorância, intolerância, fanatismo e o ódio. Os beneficiários preconceituosos de teologias organizadas se recusaram a ver o que Burbank, a criança prodígia da natureza, via com uma visão tão cristalina enquanto a deles era densa e escura. E então eles o atacavam.

Um dos mais tristes espetáculos de nosso tempo é o esforço de teólogos tradicionalistas, tentando ainda nos acorrentar ao passado - de formas que parecem invocar as inquisições, os medo e a intolerância de uma época negra para manter o mundo acorrentado. As correntes das mentiras, hipocrisias, tabus e das superstições criadas por aqueles que estão quase partindo desta, e mais ainda da teologia organizada, incansável e duradoura de outrora. Eles se recusam a ver isso em sua estúpida paixão pelo poder e com isso estão pondo em perigo tudo que é bom.

Criancinhas serão ensinadas a saber que o demônio não poderá mais florescer desta adorável "planta humana" do que as flores poderiam florescer da criação de seus jardins. E então, este coração nos trouxe mais pertos do dia em que a juventude irá queimar outras chamas do que as dos deuses vingativos - chamas que deverão consumir sozinhas a superstição, medo, ódio e as ameaças que haviam prendido suas mentes em correntes. Pois ele não tinha dito que "AS CRIANÇAS SÃO AS QUE MAIS SOFREM COM AS TEOLOGIAS ULTRAPASSADAS"?

E agora com sua gentil ajuda ao direito de pensar delas, elas vencerão a poderosa rebelião da Juventude Moderna, que é a glória de nosso tempo. Daí elas saberão melhor o que é o bem e o que é o mal, a verdade bem como a mentira, a superstição e a selvageria, a sabedoria e a estupidez da rebelião de seus pais. Elas lerão seus livros com uma mente aberta e irrestrita, usufruindo do precioso direito de pensar, de desacreditar bem como de acreditar, de rejeitar bem como de aceitar, enquanto a luz da época científica iluminar e revelar. A razão e o amor, então, deverão ter transito desobstruído, tal como as águas borbulhantes da vida e das "plantas humanas" libertadas pelos Burbanks dos postos de batalha da ciência contra os dogmas da escuridão no armagedon de nossa época.

... Na ameaça ortodoxa da punição eterna por causa do pecado - o qual ele sabia que freqüentemente era um sinônimo para desistir de todas as liberdades e ser uma promessa de imortalidade, sempre dada para o sacrifício de tudo que é mais querido para a vida: o direito de pensar, o direito a sua própria mente, o direito de escolher - ele não viu nada além de covardia. Ele se afastava de tais maneiras de pensar, como uma flor do vento frio da morte. Como foi mostrado pelo seu trabalho em vida, contribuindo bilhões de riquezas à humanidade, com nenhum retorno além do que a manutenção de sua própria linhagem, ele era humilde e generoso demais para ser enganado por promessas dogmáticas de recompensas como um tipo de suborno divino pela conduta certa aqui. E para as ameaças do inferno, ele era esperto e corajoso demais para dar forma a conduta de sua vida. Ele sabia que o homem que corajosamente se levantava pelo que é certo, sem considerar a "ameaça de castigo" ou a "promessa de recompensa", era o verdadeiro homem...

Ao invés, ele estava disposto a aceitar o sono eterno, ou qualquer que seja a mudança mística, de retornar para os elementos de onde ele veio, porque em sua léxicologia "mudança" era "vida". Aqui ele estava contente de se desfazer como uma parte de um todo, como uma gota de chuva vinda do mar que realiza seu sagrado serviço de aguar a terra para o qual foi designada, que duas folhas possam nascer ao invés de uma, e depois de terminada sua missão, retorna ao fundo do oceano de onde veio. Com tal trabalho, levando a vida como a de um jardineiro de lílies do campo, não esquecendo as mentes das criancinhas lá, em seu retorno ao fundo do infinito, ele não se perdeu. Lá ele se encontrou como sendo uma parte do mar cósmico de força eterna, eterna energia. E então ele viveu e sempre viverá.

E vocês, sua fiel esposa e vizinhos, aqui nesta adorável cidade onde ele repousa em jardins de frutas e flores, mais próximo do verdadeiro milagre que ele acreditava, saberão que ele não está morto. Enquanto vocês sentirão falta de seu sorriso gentil e a presença radiante de sua personalidade, como a faísca da vida sempre genial que vocês poderiam ver - ele ainda, sem ser visto, anda em nosso meio, pelo seu trabalho.

Thomas Edison, que acreditava tal como Luther Burbank, certa vez debateu comigo a imortalidade. Ele apontou para a luz elétrica, sua invenção, dizendo: "Aqui vive Tom Edison". Da mesma forma vive Burbank. Ele vive para sempre nos diversos campos de grãos fortalecidos, nas novas variedades de frutas e flores, e plantas, e vinhas, arvores e acima de tudo, os novos jardins do pensamento humano, de onde florescerá a liberdade humana que refutará deuses falsos e brutais. Os deuses estão caindo de seus tronos. Eles irão diante das risadas e da alegria da nova infância de nossa raça, sem algemas e sem medos.

***

Publicado na Freethought Today, augosto de 1993.

Informativo:

  • A publicação foi autorizada pelo autor do ensaio original.
  • O ensaio base original está disponível em http://www.ffrf.org/fttoday/back/burbankbio.html
  • Traduzido por: Willy de Carvalho
  • Traduções para o espanhol e sugestões para correções na tradução e na gramática são bem-vindas.
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