Debate
 
 
Estatísticas Oficiais da STR Publicado: 07/11/2001
Atualizado: 07/11/2001
   
                     
   Clique no banner do anunciante acima e ajude a Sociedade da Terra Redonda a crescer!
Áreas da STR
 Principal
 S.T.R.
 Atheos
 Scientia
 Libertas
 Fórum
 Revista
 Ceticismo Aberto
 Os Perigosos
 Eventos
 Notícias
 Revolucione
 Frases
 Membros
 Sobre Nós
 Eleve Sua Voz
 Debate
 Compras
 Humor
 Bad Religion
 Junte-se a Nós
 Chat
 Fale Conosco
 Links
 Respostas
Novidade: Revista

Adquira a sua! É grátis!
Envolva-se com a STR!
Recomende este texto para um amigo!


Pesquise em Outros Sites
Dicionário do Cético

Dicionário do Cético
Quackwatch

Quackwatch
Parceria na Internet
VIDA APÓS MORTE: 1a RESPOSTA DO DEBATEDOR A PARA A INTRODUÇÃO DO DEBATEDOR B
Milhares de pessoas visitam a STR diariamente. Seu banner pode ser este aqui! Patrocine todos os textos da Área Debate!
Apenas R$ 10,00 por mês.

de Marcos Arduin


Sr. Ronaldo, agradeço a sua participação. Tenho então algumas colocações a serem feitas em contraposição às suas.

1) Sr Ronaldo, por sua colocação, parece-me que os mecanismos cerebrais explicam tudo ou quase. Não se pode negar que realmente o funcionamento de nosso corpo está na dependência dos impulsos eletro-químicos que atravessam os neurônios, mas POR ACASO JÁ FORAM PRECISAMENTE DESCRITOS OS PROCESSOS QUE GOVERNAM NOSSA VONTADE, SENTIMENTOS, ETC.? É essa pergunta. Enfim, estou curioso de saber como se deram os mecanismos que me levaram a ter vontade ser botânico e não um cirurgião, apesar de as duas coisas me serem atraentes.

Tudo bem, admito que dizer que foi uma decisão vinda da alma não resolve muita coisa, pois não sabemos como se dão os mecanismos que governam a vontade dessa entidade, mas isso não é o ponto no momento. Estamos tentando determinar se ela existe para começar e depois, se possível, descobrir como ela funciona.

2) Nem cabe discutir que pessoas com lesões cerebrais têm alterações comportamentais, o senhor, creio eu, pode trazer bons exemplos disso. Mas o ponto é: se tudo começa e acaba no cérebro, então SEMPRE que houvesse lesão em tal e qual área específica, os efeitos seriam (ou deveriam ser, desculpem-me: não sou neurologista) SEMPRE os mesmos. Em resumo: cérebro danificado = comportamento, memória, personalidades danificadas. Mas há uns detalhes curiosos. Eu gostaria ter em mãos o artigo original, mas, em segunda mão, cito um relato no Journal de Médicine Pratique, outubro de 1938, pág. 119/120. "Numa pessoa doente, havia muito tempo, e que até os últimos momentos não dera sinais de qualquer doença cerebral, embora estivesse atacada de paralisia, quando foi autopsiada, encontram-lhe o cérebro semelhante a uma caixa dágua. Nenhum traço de massa encefálica, nem adiante, nem atrás, nem em parte alguma do cérebro! Todavia, o indivíduo conservou as faculdades mentais até os derradeiros momentos de vida" (Retirado de Carlos Imbassahy, - O homem e a obra, de autoria de Nazareno Tourinho, FEESP, 1994). E agora a pergunta: COMO ME EXPLICA UMA SITUAÇÃO DESSAS, SR RONALDO, UMA VEZ QUE O BOM FUNCIONAMENTO DE MEMÓRIA, PERSONALIDADE, COMPORTAMENTO, ETC., DEPENDEM DE UM CÉREBRO INTACTO E FUNCIONAL?

3) Não vou discutir aqui a fome de poder político de fanáticos, servindo-se da ingenuidade religiosa da massa. Líderes políticos também com fome de poder usam de ciência e tecnologia para alcançar os seus fins. Nem por isso a Ciência é considerada um mal. Também não estou nem aí com as religiões dogmáticas. Estas ao dizerem que quem não crê nelas vai para o Inferno, o fazem com a mesma segurança de alguém que descreve uma civilização de Ets no rabo da galáxia de Andrômeda, seguro de que ninguém irá até lá para desmenti-lo. Não são, portanto, as elucubrações teológicas das religiões dogmáticas que devam fazer parte desse debate. Também não vejo relação alguma entre os problemas do cérebro e os danos que isso causaria na alma ou espírito. Não me consta que isso já tenha sido verificado. Agora com relação às provas.

Na introdução coloquei um texto onde envolve um testemunho, que é considerado como sem valor científico. Por outro lado, no fim do século XIX e início do XX, diversos pesquisadores vinculados a áreas científicas também se dedicaram a investigar os fenômenos psíquicos (por psíquicos quero dizer mediúnicos ou paranormais) e o fizeram por anos antes de se pronunciarem favoravelmente a eles. Acho muito estranho que tantos pesquisadores trabalhando independentemente, analisando uns tantos a mais de médiuns estivessem TODOS errados. Mas me pareceu ser essa a opinião aqui externada e então faço a pergunta: QUE ERROS METODOLÓGICOS, FALHAS, ENGANOS OU O QUE QUER QUE SEJA DESABONAM AS PESQUISAS FEITAS PELOS CIENTISTAS QUE ESTUDARAM OS FENÔMENOS PSÍQUICOS?

Isso é muito importante, pois uma vez que os parapsicólogos descartaram a hipótese de manifestação espiritual para explicar os fenômenos paranormais, restam aquelas pesquisas para endossar aquela tese espírita. Demolidos aqueles experimentos, pouco ou nada sobra do aspecto científico do Espiritismo e das provas de existência de vida sem o corpo.

Já li 48 obras anti-espíritas, escritas por cristãos, quando se intrometem nas questões científicas, dizem que aqueles pesquisadores teriam sido risivelmente empulhados pelos médiuns trapaceiros. De William Crookes, por exemplo, dizem que ele era "extremamente míope; ou que se apaixonou perdidamente pela Florence Cook; ou que se apaixonou pela irmã da Florence; ou ainda se apaixonou pela forma fantasmagórica (Kate King). É por esse nível que tenho visto a coisa. Aqui entre os céticos, no site (http://www.cicap.org/en_artic/at101008.htm) entendi que Eusápia tinha um pé muito sabido e graças a ele, teria enganado a comissão Fielding, que a reabilitou da condição de farsante. Nesse outro (http://www.csicop.org/si/2000-11/paranatural.html) fala-se que Walter(?) Crookes teria investigado os médiuns mais cotados da época (Florence Cook e Daniel D. Home) e os críticos acreditam que ele fora ludibriado por ambos. Pena que não entre nos detalhes, para mostrar como Crookes teria sido enganado. Há tempos que venho querendo saber disso.

Uma coisa interessante eu notei no Dicionário do Cético (http://www.cetico.hpg.ig.com.br/index.html) que trata do verbete Espiritismo. É dito que "Acusações repetidas de fraude pouco fizeram para parar o movimento espiritista até aos anos vinte quando mágicos como Houdini expuseram as técnicas e métodos de engano usados pelos mediuns para enganar o mais esperto e santo dos homens." Fala-se de um tal Harry Houdini (http://www.uelectric.com/houdini/contents.html), que não sei se era algum parente de Robert Houdini, que foi considerado o maior mágico de todos os tempos. Este também desmascarou médiuns fraudulentos, mas não sei se é de grande ajuda aos céticos, pois ele era... espírita. A impressão que tal argumento me passou, caro Ronaldo _ e talvez eu tenha entendido mal _ é que a partir de tais demonstrações e desmascaramentos, o Espiritismo entrou em decadência pois os farsantes foram "tirando o time de campo", pois já não conseguiam mais enganar como antes. Há tempos vi no Fantástico uma reportagem, mas como em geral não se fica anotando no papel os nomes, nem os lugares, então sou obrigado a dizer o que me lembro de memória. Talvez o senhor ou seus colegas céticos possam preencher os vazios. Mas o lance foi que o mesmo instituto de parapsicologia que examinara o tal de Lengruber (que se dizia capaz de anestesiar pessoas com um toque de punho), ficara feliz da vida ao encontrar dois jovens paranormais excepcionais. Eles faziam objetos se moverem e até impressionaram chapas fotográficas. As imagens eram borrões apenas, mas não é que numa delas alguém reconheceu o rosto de Cristo? Depois de proclamarem a autenticidade dos fenômenos, então os dois jovens vieram a público, dizendo que nunca foram paranormais: era apenas aprendizes de mágicos. Eles moviam objetos com fios tão finos que mesmo tocados não eram sentidos. As imagens? Tinham sido produzidas retirando-se a tampa da máquina e cuspindo sobre a lente. Que vergonha para os parapsicólogos...

Alguém poderia pensar: se um moderno instituto de parapsicologia, com seus moderníssimos equipamentos, foi tão risivelmente empulhado assim, que dizer então do jurássico Instituto de Metapsíquica da década de 1920 e seus parcos recursos? Os mágicos e farsantes deveriam fazer gato e sapato dele, certo? Errado! Aí vai um "causo" para se conferir.

O médium Guzik submetera-se à inspeção do Instituto de Metapsíquica Internacional, tendo produzido notáveis fenômenos, que foram registrados num relatório assinado por 34 pesquisadores, denominado em razão disso Relatório dos 34. O caso perturbou os adversários do Espiritismo e logo passaram a propor que tudo não passara de fraude ou de truques mágicos. Com base nessa última hipótese, o mágico Dickson veio a público dizer que nada houvera de especial e que tudo aquilo que o médium fizera e constava no relatório, ele, Dickson, era capaz de fazer igual e melhor. Falou um perito e todos se alegram. Jornais até passaram a dizer que de fato o mágico reproduzira à maravilha os fenômenos de Guzik. Era a desmoralização do Instituto, dos 34, do médium e foi aí que Steven Chauvet e Gustave Geley resolveram aceitar o repto. Publicaram no jornal francês Matin de 14 de junho de 1923 um desafio no valor de 10.000 francos dirigido a Dickson em particular, mas aberto a qualquer mágico que se apresentasse para reproduzir os fenômenos de Guzik sob as mesmas condições de fiscalização e sem auxílio de um médium. As condições eram as seguintes: ao chegar ao Instituto, o mágico seria despido, examinado e então vestiria um pijama sem bolsos, fornecido naquele momento pelo instituto. Só então ele entraria na sala de sessões, que seria trancada e lacrada, cujos lacres seriam assinados por todos os presentes. Na mesa, o mágico seria seguro pelos pulsos, enquanto seus pés e pernas seriam igualmente imobilizados. Sob essas condições ele teria de reproduzir os fenômenos observados com Guzik: deslocamentos amplos de uma cadeira situada 1,5 m atrás dele; toques na cabeça e costas dos pesquisadores e fenômenos luminosos à distância. Bem, Dickson agora poderia mostrar como os metapsiquistas foram risivelmente empulhados pelo Guzik e pelos outros farsantes, mas estranhamente ele não apareceu no Instituto para levantar os 10.000 francos. Nem ele, nem Carlos Maria de Herédia, um jesuíta mexicano que fazia uma série de passe-passes para mostrar a ilusão do Espiritismo, nem Harry Houdini, nem ninguém. Que coisa mais estranha, não acham?

Só fico imaginando se aqueles dois aprendizes de mágicos conseguiriam produzir os mesmos truques que fizeram se o moderníssimo instituto de parapsicologia tivesse recorrido aos jurássicos métodos de fiscalização da década de 1920...

É aqui portanto que continuo insistindo: se os pesquisadores dos fenômenos psíquicos foram ludibriados quando atestaram a validade dos fenômenos, então que se diga COMO foram ludibriados. É isso.?

Você acredita que exista vida após a morte?

Sim Não Nenhum dos dois / Outro
Ver os Resultados Atuais


Envie o seu comentário e a sua opinião sobre o debate!

Nome: E-Mail:
Cidade: Estado:
País:
Comentário:
Tema:

Veja como foi o debate:

Etapa
Data
Introdução do debatedor A 03/11/2001
Introdução do debatedor B 03/11/2001
1a Resposta do debatedor A para a Introdução do debatedor B 07/11/2001
1a Resposta do debatedor B para a 1a Resposta do debatedor A 12/11/2001
2a Resposta do debatedor A para a 1a Resposta do debatedor B 17/11/2001
2a Resposta do debatedor B para a 2a Resposta do debatedor A 22/11/2001
Conclusão do debatedor A 29/11/2001
Conclusão do debatedor B 29/11/2001
Comentários do Presidente, dos Editores e dos leitores 02/12/2001


| Principal | S.T.R. | Atheos | Scientia | Libertas | Fórum | Revista | Ceticismo Aberto | Os Perigosos |
| Eventos | Notícias | Revolucione | Frases | Membros | Sobre Nós | Eleve Sua Voz | Debate |
| Compras | Humor | Bad Religion | Junte-se a Nós | Chat | Fale Conosco | Links | Respostas |
Informativo: O conteúdo dos textos publicados em nossas áreas são de exclusiva responsabilidade
dos seus autores e não necessariamente refletem a opinião da equipe e dos membros da STR.
Todo o conteúdo © Copyright 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 da Sociedade da Terra Redonda (str@str.com.br)
Proibida a republicação ou redistribuição, parcial ou total, sem prévia autorização. Mais informações sobre direitos autorais.
Projetada para ser visualizada no Internet Explorer 4+ a 800x600x16K sem modificação no estilo das fontes. Webmaster: Leo Vines