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de Juanito Cifuentes
Joãozinho como era muito crente e amava as ciências naturais, decidiu que provaria que muitas das narrações (contos) da Bíblia não são tão inacreditáveis, como incrédulos afirmavam. Joãozinho decidiu que iria provar, em parte, que o Dilúvio Universal pode sim ter ocorrido. Porém este apresentava um inconveniente: Se ocorreu mesmo um Dilúvio Universal que cobriu toda a Terra por 40 dias e 40 noites então todas as plantas deveriam ter sementes capazes de germinar depois de haver estado em água salgada, tal como deve ocorrer a todas as plantas que germinarão depois de tão espantosa voracidade. Joãozinho também lembrou-se que Noé enviou ao final do dilúvio uma pomba, a qual regressou com um ramo de oliva viva em sua boca, como se todas as árvores e plantas já estariam mortas. Os passos do experimento de Joãozinho foram:
Como Joãozinho observou que as plantas estavam totalmente mortas no 15º dia e as sementes não puderam germinar, não pode compreender como a pomba que Noé enviou, depois de levar um ano na arca, pode regressar com um ramo vivo de oliva no bico. Ainda Perplexo, Joãozinho decidiu mudar de experimento. Outro dos muitos problemas estabelecidos pelo Dilúvio Universal, é que Noé não colocou na arca os peixes, dado que o dilúvio cobriu toda a Terra, e se misturaram água doce e marinha, pois é duvidoso pensar que os peixes de água doce pudessem sobreviver a uma solução de água salgada, o mesmo pode-se dizer dos peixes marinhos em água com pouca quantidade de sal. Os passos do segundo experimento de Joãozinho foram:
Felizmente, Joãozinho ao ver os peixinhos flutuando na superfície, não pensou que se tratasse de peixes caminhando sobre á água, como Cristo sobre o mar da Galiléia, sorte que decidiu ler mais sobre a regulação osmótica dos peixes de águas doce e salgada. Porém, como Joãozinho havia escutado a sua professora dizer que o que se diz na Bíblia tem que crer-se ao pé da letra, decidiu fazer um terceiro experimento. Ao final das contas teria que fazer seu texto das férias. Joãozinho lembrou-se de uma das histórias bíblicas narradas pela sua professora: A de Gênesis 30, aquela que o Patriarca Jacó apostou com seu sogro que ele receberia por muitos anos de trabalho todas as ovelhas com manchas, enquanto que Labán, seu sogro, ficaria com as ovelhas de tons escuros. Joãozinho lembrou-se que Jacó havia descascado ramos verdes de álamos, avelãs e castanhas e as colocou na frente das ovelhas para que parecessem ovelhas com manchas e desta maneira criar uma fraude e ficar com o maior rebanho. Joãozinho decidiu que esta simples maneira de determinar o fenótipo de um mamífero poderia ser feita em sua casa, mas ter ovelhas em casa lhe traria sérios problemas com sua mãe, além disso demoraria muito a gestação, por isso decidiu simplificar o experimento utilizando uns ratinhos de laboratório. Para conseguir os ramos verdes de olivas, castanhas e avelãs, teve que cometer um pequeno furto no jardim botânico de sua cidade. Logo colocou os ramos em frente ao bebedor dos ratinhos na gaiola (Tal como fez Jacó com as ovelhas). Depois que os ratos de laboratório deram suas crias, as varas não resultaram ser eficazes. O resultado obtido assombrou Joãozinho: A prova aconselha a aceitar as hipóteses nulas (a cor da pelagem não se alterou por passar fêmeas de mamíferos sobre ramos verdes cortados de álamos). Como os ratos não nasceram como previa a Santa Escritura, Joãozinho decidiu ler sobre os genes. Suas dúvidas sobre a exatidão da Bíblia cresceram ainda mais. Joãozinho já farto dos experimentos decidiu buscar alguns artigos sobre zoologia que pudesse conter na Bíblia, logo Joãozinho foi ao capítulo 11 do livro de Levítico, que contém a maior lista de animais de toda a Bíblia. Foi grande a surpresa que levou este garotinho pesquisador quando encontrou os morcegos mencionados como aves, além disso dizia-se que os insetos tem 4 patas, quando na verdade possuem 6 patas. Por outro lado, qualquer tentativa em combinar a Bíblia com a Astronomia foi destruída quando leu sobre o Sol no Salmo 19: “Alegra-se o gigante ao percorrer seu caminho. De um extremo dos céus é sua saída, e seu curso ao término deste..” E como Joãozinho sabia que a Terra se move ao redor do sol, e não ao contrário, decidiu deixar de fazer seus experimentos. Na volta às aulas, a professora de religião de Joãozinho quase morre de infarto ao ler o seguinte texto em forma de carta: Estimada professora:
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