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de Frank R. Zindler
Enquanto o tempo passava, entretanto, ciência e religião começaram a divergir – e ultimamente a se tornar fenômenos cognitivos mutuamente excludentes. Enquanto a superstição – em sua essência, a associação incorreta de causas e efeitos1 – nunca deixou de ser um componente integral do pensamento religioso, a ciência progressivamente tem procurado (e conseguido!) eliminar as associações causais falsas e a descobrir as relações causais verdadeiras que estão escondidas na confusão que nós chamamos de natureza. O sucesso em descobrir as leis reais de causa e efeito progressivamente fez da ciência extremamente precisa em predizer certos aspectos do futuro, tais como eclipses do Sol. Para o incômodo dos supostos profetas da religião, cujas previsões são repetidamente reveladas falsas pela história, os cientistas prevêem rotineira e corretamente os efeitos de inúmeros experimentos e situações naturais. Mas há mais uma diferença fundamental entre ciência e religião. A ciência é reducionista uma vez que tenta explicar o desconhecido com base no conhecido. Contrariamente, as explicações religiosas freqüentemente explicam o desconhecido com base no que é mais desconhecido ainda – a velha falácia do ignotum per ignotius. Assim, enquanto Benjamin Franklin explicava os relâmpagos com base na eletricidade (algo que já tinha sido estudado em laboratório), os beatos explicam-no como uma expressão da cólera de Thor, Zeus ou Jeová. Alguns ainda explicam deste jeito, apesar do fato de os princípios psicodinâmicos por trás do alegado comportamento de Jeová serem completamente desconhecidos – e continuarão a sê-lo eternamente! A longa luta da ciência emergente contra a religião resistente a mudanças no Ocidente é conhecida demais para precisar ser recontada em detalhes. O incêndio da Biblioteca de Alexandria pelos cristãos, o fechamento da Academia de Platão pelo Papa, a ilegalização do estudo da Astronomia e da Matemática, a proibição da dissecação do corpo humano – em resumo, todas as contribuições cristãs para a era ignorante conhecida como Idade das Trevas – são parte do estoque de conhecimento da maior parte dos ateus que lêem esta coluna.2 A guerra da Igreja Católica contra Copérnico e Galileu, a guerra dos protestantes e dos católicos contra Edward Jenner e suas vacinas salvadoras de vidas, e a cruzada em andamento contra Darwin também são bem conhecidas. A ciência e sua encarnação prática, a tecnologia, seguiram um longo caminho, após uma grande luta contra as forças da superstição, e agora estão capacitadas de fazer descobertas e invenções de significância impressionante. À Beira do Progresso O espaço permite mencionar apenas uns poucos casos destes avanços iminentes, e eu devo me conter com a discussão de alguns que eu vejo nos acenado na Astronomia, na Medicina, na Psicologia, na Antropologia e na Biotecnologia. Agora que o Telescópio Espacial Hubble está finalmente em ação, ele está recuperando informações de grande relevância para o entendimento da origem e do princípio da evolução de nosso universo físico. É inteiramente possível que futuras descobertas no espaço, casadas com experimentos em Física de partículas aqui na Terra, no período de nossas vidas, vá tornar possível responder a questões de peso, como “Existia um tempo antes do Big Bang? Nosso universo vai expandir para sempre? O mundo começou como uma flutuação quântica no vácuo? O tempo começou por si só?” Elas podem até nos dizer que essas questões não têm cabimento. Na medicina, parece inconcebível que a cura para a AIDS não seja encontrada, mesmo que a pesquisa continue no passo relutante em que anda atualmente. Junto com as descobertas na pesquisa da AIDS virão progressos fundamentais em nossa compreensão de como o sistema imunológico trabalha, o que deve resultar num fôlego novo para combater doenças de todos os tipos, incluindo o câncer. A própria pesquisa do câncer chegou a uma nova e excitante fase, agora que as bases químicas e genéticas para o desenvolvimento do câncer estão sendo trabalhadas nos mínimos detalhes. As terapias gênicas para reverter acidentes genéticos causadores de câncer parecem cada vez mais plausíveis. De fato algumas já existem e eu tive oportunidade de ler relatórios dessa pesquisa que me deixam bastante otimista de que o flagelo do câncer em breve deve ter o destino da varíola. O mais surpreendente de tudo é que a pesquisa médica, construída sobre a pesquisa bioquímica em geral, está fornecendo uma compreensão clara e profunda da doença mais básica e letal de todas: a idade. A doença do envelhecimento não é o resultado de uma simples disfunção, por isso os esforços para controlá-la ou revertê-la tinham sido amplamente inúteis no passado. Mas estamos compreendendo crescentemente o que é o envelhecimento na verdade, e as intervenções bioquímicas e biotecnológicas para pará-lo ou revertê-lo parecem, em conjunto, plausíveis. A descoberta dos “genes suicidas”, que quando ativados levam a célula à autodestruição juntamente com os genes responsáveis por sua ativação e desativação, tem sido de imensa relevância. A descoberta do mecanismo cromossômico que eventualmente leva as células tanto a parar de se dividir (e assim se tornarem incapazes de substituir as células vizinhas que morrem) quanto a começar a se dividir descontroladamente (e assim se tornar um câncer) é literalmente de importância vital. Viver tanto quanto se deseja não deve permanecer impossível por muito tempo. Na psicologia a descoberta mais básica de todas está prestes a ser feita: explicar a natureza do processo dinâmico que chamamos de mente e entender como ela se relaciona com os fluxos eletroquímicos que vão e voltam dentro daquele tear encantado que chamamos de cérebro. A implicação prática deste progresso, claro, é que nos tornaremos cada vez mais capazes de “consertar” mentes que ficam desemaranhadas ou que se perdem. Os leitores vão concordar que isso é tanto uma esperança quanto uma ameaça. Será maravilhoso poder curar disfunções mentais como o autismo e as psicoses destrutivas que levam pessoas a arrancar seus próprios olhos e assar seus filhos no forno para expulsar o demônio. Mas e enquanto as “curas” para os homossexuais ou os católicos? Ou para aquelas pessoas que votam nos libertarianos? Nada disso parece impossível. Na antropologia, um grande número de desafios que existem há muito tempo parecem fadados a uma solução. A data da chegada dos primeiros humanos às Américas está sendo alcançada, e a compreensão de como os nativos americanos estão relacionados uns aos outros, e aos asiáticos e outros grupos humanos está começando a ser desenvolvida. Os estágios evolucionários pelos quais o Homo sapiens passou estão se tornando cada vez mais claros, à medida que fóssil atrás de fóssil é arrancado dos solos silenciosos dos continentes do Velho Mundo. Mas ainda mais importante do que os fósseis encontrados, tem sido a compreensão obtida da aplicação da genética molecular ao serviço da Antropologia. A comparação das seqüências de DNA na maioria das “tribos” viventes de seres humanos permitiu a reconstrução (ainda algo experimental) de nossas relações evolucionárias uns com os outros e a descoberta das histórias migratórias de vários grupos – tais como os que agora são reconhecidos como os três maiores grupos de nativos americanos. O grau de parentesco genético entre todas as pessoas provou-se surpreendentemente próximo. O projeto Genoma Humano, devotado ao mapeamento de todos os genes humanos nos 46 cromossomos e ao seqüenciamento do DNA de que cada gene é feito, agora está em alto ritmo, e um tremendo progresso deve ser feito em breve no entendimento de como nossos genes resultam nesta maravilha do mundo, o corpo humano e seu cérebro. Preliminares[?] do projeto genoma já nos forneceram as seqüências de genes defeituosos associados a doenças específicas. Parte da mesma tecnologia do genoma está nos ensinando a transferir genes para substituir outros, causadores de doenças, por suas contrapartidas normais. Ainda mais surpreendente que a descoberta da proximidade de parentesco dentro de nossa própria espécie, contudo, tem sido a constatação de que nós também somos bastante aparentados de nossos primos de primeiro grau, os grandes primatas africanos. Nossos genes são 99% idênticos àqueles dos chimpanzés e 98,5% idênticos aos genes dos gorilas. Isto tem sido uma pílula amarga para os criacionistas engolirem. Eles ainda acham que os humanos foram criados por Deus, completamente separados e sem relação com todas as outras formas de vida! Quando o Projeto Genoma estiver completo, a antropologia vai estar preparada para embarcar em um dos projetos mais audaciosos já imaginados – a recriação de um ancestral comum vivo entre símios e humanos. Com o genoma humano seqüenciado e armazenado em bancos de dados, vai ser relativamente fácil seqüenciar os genomas dos grandes primatas também. Pela comparação das diferentes mensagens de DNA, que estocam informação sobre como fazer orangotangos, chimpanzés e humanos, deverá ser possível (usando o mesmo tipo de técnicas que os estudiosos da Bíblia usam para reconstruir os textos ancestrais dos quais os diferentes manuscritos bíblicos descendem) entender como a “receita” genética lida chegou a produzir o último ancestral comum entre chimpanzés e humanos, ou o último ancestral comum compartilhado pelos gorilas, chimpanzés e humanos. Então, à la Parque dos Dinossauros, as seqüências ancestrais poderiam ser sintetizadas, empacotadas nos cromossomos, e inseridas num óvulo de primata para incubação em uma “mãe de aluguel” (talvez um gorila). Os criacionistas poderiam apertar as mãos (e talvez até os pés preênseis!) com um de seus ancestrais. A ética de tal empreendimento é controversa, para dizer o mínimo. Mas se fosse decidido tentar tal aventura, grandes fronteiras na engenharia genética e na biotecnologia precisariam ser ultrapassadas – ultrapassagens que podem ser iminentes ou não. Apesar da transferência de genes de um organismo para outro ser um lugar comum no cotidiano, a transferência de cromossomos inteiros ainda não funciona muito bem. A criação de um núcleo celular inteiro com todos os seus genes nunca foi feita, e mesmo a transferência de núcleos formados naturalmente para óvulos de mamíferos ainda está por ser feita com sucesso, por exemplo, de modo a produzir um “clone” do animal do qual o núcleo foi retirado. Apesar de sapos e peixes terem sido clonados com sucesso por experimentos de transferência nuclear feitas no meio da década de 60, até este dia nenhum animal de sangue quente já foi clonado. Para um primata vivo dar a luz a seu ancestral, maiores desenvolvimentos em biotecnologia e engenharia genética vão ser necessários. O que nos leva a considerar mais detalhadamente o assunto da engenharia genética, ou “biotecnologia” como é chamada mais comumente. É possível hibridar células humanas com células de galinha ou de rato e usar os produtos para reproduzir em culturas de tecidos. Óvulos fertilizados podem ser fundidos, e bebês com quatro ou mais pais podem ser produzidos. Genes humanos podem ser transferidos para bactérias ou leveduras e feitos para produzir proteínas humanas normais, como insulina em grande quantidade. Vírus têm sido aproveitados para levar genes humanos normais a células com poucos deles ou com formas defeituosas. Doenças genéticas estão sendo curadas. Genes também estão sendo transferidos entre nossas plantações, e estamos construindo frutas e vegetais com combinações de características e qualidades desconhecidas até agora. A biotecnologia é possível graças à descoberta fundamental de que a principal diferença entre um homem e um rato e um musgo é que eles são “soletrados” de forma diferente – ou melhor, as mensagens genéticas que os codificam são soletradas diferente. Quando as bases A, T, C, e G que fazem a molécula de DNA são arranjados de um jeito, elas soletram as informações para construir um ser humano. Arranjadas de um modo ligeiramente diferente, elas codificam um chimpanzé. Mudanças consideravelmente maiores no arranjo codificam macacos e gibões. Diferenças ainda maiores produzem ratos e baleias – e musgos e fungos. É exatamente devido aos humanos não terem sido criados especialmente que eles dividem a mesma moeda química comum com todas as outras formas de vida. Uma vez que todas as formas de vida são produtos de mensagens soletradas com o mesmo alfabeto de quatro letras, é possível combinar características de uma espécie com as de outra. É possível, de fato, projetar formas de vida completamente novas. Obstáculos no Caminho Os avanços que se aproximam logo além de nosso horizonte de tempo podem muito bem se tornar realidade. Entretanto, também podem não se tornar. Não há garantia de que a busca da ciência vá continuar ascendente. Nenhum homem caminhou na Lua desde Dezembro de 1972, e o futuro da Física de partículas (necessária em conjunto com a Astronomia para o entendimento da história primitiva do universo) parece desanimador desde que o Congresso matou o projeto do Texas Super-Collider. Newt Gingrich e seus companheiros bárbaros podem lograr sucesso em abolir o U.S. Geological Survey e o Departamento de Educação. E muitas forças anticientíficas têm emergido, o que pode muito bem evitar a concretização de muitos, se não de todos, os progressos discutidos acima. O efeito apalermante que os criacionistas tem tido sobre o ensino de biologia nas escolas americanas é tão penetrante quanto pernicioso. Quieta e secretamente, a matéria da evolução desapareceu da maioria das salas de aula na América. Já que a biologia não faz sentido, exceto à luz da Teoria Evolucionária, menos estudantes chegam à faculdade não entendendo o fundamento biológico do qual tantos dos tão esperados progressos dependem. Mas os criacionistas não são os únicos obstáculos anti-intelectuais em nosso caminho. Vinte anos atrás, ninguém iria esperar ou prever o crescimento da religião e da superstição nativo-americana, que quase levou a Arqueologia norte-americana a parar. Cinco anos atrás, rendendo-se à pressão do que só se pode descrever como grupos indígenas que cultuam os ancestrais, o governo federal aprovou o NAGPRA, o Ato de Repatriação e Proteção dos Túmulos Nativo-Americanos. Os muitos esqueletos e artefatos pré-colombianos que foram coletados e estudados por nossos grandes museus e suas equipes agora estão sendo abandonados aos xamãs e curandeiros para re-sepultamentos acompanhados por rituais mágicos. Em muitos casos, muito poderia ser aprendido sobre o passado da América re-estudando estes achados com novas técnicas que só agora estão sendo aperfeiçoadas. Mas, infelizmente, os nativo-americanos têm apresentado essa idéia maluca de que esses achados são sagrados e eram realmente seus próprios ancestrais – apesar do fato de que na maioria dos casos a possibilidade de um dado osso ascender a um dado reivindicador é quase nula ou mesmo impossível. Em Idaho, onde uma lei estadual semelhante à NAGPRA está em vigor há algum tempo, um esqueleto feminino de 10.675 anos retornou para o chão em 1992 depois de ser estudado apenas três dias por um único antropólogo físico. O esqueleto e uns artefatos associados foram enterrados na reserva Shoshone-Bannock, a mil e seiscentos quilômetros do lugar onde foram descobertos. Diana K. Yupe, incrivelmente uma antropóloga, bem como uma índia Shoshone-Bannock, foi citada nas páginas da Science3 dizendo que o esqueleto é “nossa mãe; a mãe de todos nós... Para nós, ela é nosso ancestral, não é só um corpo decomposto; ela está viva”. Como uma “antropóloga” pôde ser tão abjetamente anticientífica? No Arizona, onde a construção de um telescópio gigante no Mt. Graham tem sofrido barulhenta oposição dos nativo-americanos que reivindicam a montanha toda como um objeto sagrado,4 uma lei estadual similar, em 1991, forçou os arqueólogos a desistir de 800 esqueletos e 2000 vasos funerários Hohokam quando um conselho tribal se opôs ao estudo de restos humanos. Tudo foi enterrado novamente na reserva Ak-Chin. Nada será aprendido daqueles índios! No Smithsonian em Washington, 2000 esqueletos foram devolvidos para sepultamento, e mais 14 000 estão prestes a isso. Tão sombria quanto o futuro da antropologia, a previsão para a ciência médica – e a possibilidade de se encontrar uma cura para a velhice - parece cada vez mais obscura. A razão pode surpreender muitos leitores. Todos os avanços esperados na compreensão do cérebro humano, da natureza da AIDS, câncer e outras doenças, incluindo a senilidade, dependem da experimentação sobre animais vivos. Progressivamente, entretanto, a experimentação em animais se tornou mais difícil ou mesmo impossível graças ao lobby (com a legislação aleijante em que resulta) e a ataques terroristas de várias organizações de defesa dos direitos dos animais. Originalmente fundados com o admirável propósito de prevenir a crueldade contra os animais, alguns grupos se tornaram inimigos ferozes e misantrópicos da ciência médica. Amparados pelo fato de haver abusos confessos em experiências com animais na indústria de cosméticos e outras, alguns ativistas de direitos dos animais declararam guerra contra pesquisas com animais de todo tipo, não importando o quão nobre é seu propósito. Dúzias de laboratórios foram atacados com bombas, queimados e destruídos por estes terroristas, e na Inglaterra pelo menos um pesquisador foi assassinado. Na Universidade Estadual de Ohio (meu próprio quintal!), um tribunal acabou de ordenar a universidade a entregar para os ativistas de direitos dos animais uma lista de todos os professores que estão realizando pesquisas com animais, assim eles podem ser atormentados tanto em casa quanto nos laboratórios. Considerando o fato de que alguns laboratórios aqui foram vandalizados no passado recente, e considerando que eu mesmo fui atacado fisicamente por uma ativista quando ela soube que antigamente eu conduzi experimentos envolvendo cirurgias cerebrais em gatos, as perspectivas para pesquisa médica em Ohio não parecem favoráveis. Por toda a nação, e também na Europa, a pesquisa fisiológica está sendo obstruída legalmente a ponto de poder muito bem ser paralisada sem tardar. A perspectiva para a imortalidade física – tão claramente possível e atingível pelos avanços que agora estão surgindo na bioquímica e na fisiologia – pode se provar uma promessa enganosa. Um tempo de vida olímpico pode nos iludir, não porque é realmente uma ilusão, mas porque os poderes da irracionalidade e da misantropia podem se mostrar mais poderosos do que a razão e a filantropia. Uma batalha está sendo travada. Eu acredito que esta é a guerra mais importante que nossa espécie já lutou.
Ensaio escrito em Fevereiro de 1988, revisto em 1999. Primeiramente professor de biologia e geologia, Frank R. Zindler hoje é divulgador da ciência. Ele é membro da Associação Americana para Avanço da Ciência, da Academia de Ciência de Nova York, da Sociedade de Literatura Bíblica e das Escolas Americanas de Pesquisas Orientais. É editor da American Atheist. Notas 1 - Nós podemos supor que superstições comuns, como a idéia de que gatos pretos dão azar, têm suas origens em eventos reais. Se um gato preto cruzar o caminho de alguém pouco antes de um desastre acontecer, uma relação causal é fácil de ser inferida. Então essa propensão para inferir relações causais entre eventos acontecidos em intervalos de tempo curtos é “natural”, ela pode até ser observada em outros animais também. Ocasionalmente acontece de um rato começando a ser treinado na caixa de Skinner para pressionar uma alavanca para receber comida acabar girando em sentido horário (ou anti-horário) imediatamente antes de apertar a alavanca. A aparição instantânea da bolinha de comida (reforço) é então seguida por outro rodopio do rato e outra pressão na alavanca. É como se o rato tivesse feito uma associação falsa “rodopio + apertar a alavanca = comida”. Claro que se o rato tivesse lido o manual do laboratório ele saberia que a equação correta é “apertar a alavanca = comida”! Voltar 2 - Infelizmente, nada disso provavelmente virá a ser conhecido por outra classe de leitores. O controle religioso sobre as escolas públicas agora é tão opressivo que nenhum professor de história se atreveria a ensinar qualquer coisa sobre esta história. Pior ainda, as escolas agora estão sofrendo pressão para ensinar “sobre” religião – ou seja, sobre todas as coisas boas que a religião já fez. Não está claro, contudo, que “coisas boas” vão sobrar para serem ensinadas depois que for dito que certa vez a Igreja Católica resolveu reformar o calendário. Voltar 3 - Viginia Morell, “As leis estaduais permitem um vislumbre do futuro,” Science, Vol. 264, 1º de Abril, 1994, p. 21. Voltar 4 - A construção do telescópio também foi parada por causa de uma espécie ameaçada de esquilo que habita o topo da montanha. Pelo que eu sei, no entanto, os estudos não mostraram que o telescópio seria perigoso para os esquilos. Enquanto isso, as autoridades do parque em Devils Tower no Wyoming estão tentando barrar os alpinistas na montanha durante o mês de Junho, um período em que o remanescente vulcânico é especialmente sagrado para outro grupo indígena. Voltar
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