Scientia
 
 
Estatísticas Oficiais da STR Publicado: 07/11/2002
Atualizado: 07/11/2002
   
                     
   Clique no banner do anunciante acima e ajude a Sociedade da Terra Redonda a crescer!
Áreas da STR
 Principal
 S.T.R.
 Atheos
 Scientia
 Libertas
 Fórum
 Revista
 Ceticismo Aberto
 Os Perigosos
 Eventos
 Notícias
 Revolucione
 Frases
 Membros
 Sobre Nós
 Eleve Sua Voz
 Debate
 Compras
 Humor
 Bad Religion
 Junte-se a Nós
 Chat
 Fale Conosco
 Links
 Respostas
Novidade: Revista

Adquira a sua! É grátis!
Envolva-se com a STR!
Recomende este texto para um amigo!


Pesquise em Outros Sites
Dicionário do Cético

Dicionário do Cético
Quackwatch

Quackwatch
Parceria na Internet
CIÊNCIA E CRIACIONISMO: A VISÃO DA ACADEMIA NACIONAL DE CIÊNCIAS, SEGUNDA EDIÇÃO
Milhares de pessoas visitam a STR diariamente. Seu banner pode ser este aqui! Patrocine todos os textos da Área Scientia!
Apenas R$ 10,00 por mês.

da Academia Nacional de Ciências


  • Prefácio
  • Introdução
  • The Origin of the Universe, Earth, and Life
  • Evidence Supporting Biological Evolution
  • Human Evolution
  • Conclusão
  • Notas
  • Apêndice: Perguntas Frequentes
  • Leitura Recomendada
  • Revisores
  • Conselho da ANS
  • Créditos

    ***

    Prefácio

    Em seu prefácio para a versão original de 1984 deste documento, Frank Press, meu predecessor como presidente da Academia Nacional de Ciências, chamou a atenção para um par de ilustrações à aqueles na capa e contra capa deste livrete. A primeira foto da terra que foi tirada do espaço pelo satélite GOES-7 em 1992 quando passava sobre a terra e capturou em gráficos detalhes do furacão Andrew. O segundo mostra um mapa do mundo preparado no século 7 pelo acadêmico Isidoro de Sevilha. Como Press apontou, ambas ilustrações demonstram o esforço do homem para entender o mundo natural. "Como então" está escrito, "podem as duas visões serem tão diferentes? A resposta cai exatamente no coração deste estudo que nós chamamos de ciência."

    Desde que estas palavras foram escritas, o mapeamento da terra tem fornecido exemplos avançados de como a ciência e as tecnologias baseadas na ciência progridem. No início dos anos 1990, uma rede de satélites tem permitido a qualquer pessoa com um receptor portátil, conhecer sua posição na Terra com erros de alguns metros. Este dispositivo chamado Global Positioning System (GPS)1 agora está sendo usado para localizar navios perdidos nos oceanos, estudos das placas tectônicas, traçar rotas através de cidades, vasculhar a superfície da Terra etc. Apesar disso essa tecnologia foi originada com objetivos puramente científicos - com o desejo de construir um relógio extremamente preciso para testar a teoria da relatividade de Einstein.

    O tremendo sucesso da ciência em explicar os fenômenos naturais e encorajar as inovações tecnológicas surgem de seus focos de explicações que são deduzidos de dados confirmados. Os cientistas procuram relacionar os fenômenos naturais com outros e reconhecer as causas e efeitos do fenômeno. Deste modo eles tem encontrado explicações para a mudança de estações, os movimentos do Sol e das Estrelas a estrutura da matéria, o perfil de vales e montanhas, as mudanças de posição dos continentes com o tempo, a história da vida na Terra e muitas outras ocorrências naturais. Pelos mesmos meios os cientistas, também decifraram quais as substâncias em nosso meio ambiente são perigosas aos humanos e quais as que não são, desenvolvem cura de doenças e geraram o conhecimento necessário para produzir inúmeros aparelhos e dispositivos para economia de mão de obra.

    O conceito de evolução biológica é uma das idéias mais importantes já geradas pela aplicação de métodos científicos ao mundo natural. A evolução de todos os organismos que vivem na Terra desde os seus ancestrais que viveram no passado estão em seus núcleos de genéticas, bioquímica, neurobiologia, fisiologia, ecologia e outras disciplinas biológicas. Elas ajudam a explicar a emergência em novas infeções, o desenvolvimento de resistência à antibióticos nas bactérias, as relações agrícolas entre animais e plantas,domésticas e selvagens, a composição da atmosfera terrestre, os mecanismos moleculares da célula, as similaridades entre seres humanos e outros primatas e outras incontáveis características do mundo biológico e físico. Como escreveu em 1973 o grande geneticista e evolucionista Theodosius Dobzhansky "Nada em biologia faz sentido exceto à luz da evolução."

    No entanto, o ensino da evolução em nossas escolas permanece controvertido. Algumas objeções expostas é que ela contradiz as descrições de origem dadas nos dois primeiros capítulos de Gênesis. Alguns dos quais se vê a "ciência da criação" - os quais propõe que às evidências científicas existem para provar que o universo e os seres vivos foram especialmente criados na sua forma presente - ensinando junto com a evolução como duas alternativas para teorias científicas.

    Os cientistas consideraram as hipóteses propostas pela ciência da criação e às rejeitaram devido à total falta de evidências. Além do mais, as reivindicações da ciência da criação não se referem a causas naturais e não podem ser testadas, de modos que não se qualifica como hipótese científica. Em 1987 a Suprema Corte decidiu que criacionismo é religião, não ciência, e não pode ser defendida em salas de aulas de escolas públicas. E a maioria dos grupos religiosos concluíram que o conceito de evolução não está em divergência com suas descrições de criação e origens humanas.

    Esta nova edição de Ciência e Criacionismo: Uma visão da Academia Nacional de Ciências é um volume que acompanha a uma edição liberada pela Academia em 1998 Ensinamentos sobre Evolução e Natureza da Ciência. Aquele documento mais longo é endereçado aos professores, educadores e inspetores que planejam, distribuem e supervisionam os cursos de biologia. Eles resumem as observações impressionantes para as evidências do assunto evolução e explica como a ciência se difere de outros esforços humanos. E também sugere maneiras de ensinar o assunto e oferecem exemplos de exercícios didáticos, currículos e "diálogos" entre professores fictícios discutindo as dificuldades da apresentação da evolução nas salas de aula.

    Esta nova edição de Ciência e Criacionismo tem um propósito um pouco diferente. Esta também resume aspectos chave das principais linhas que suportam as evidências para a evolução. Mas também descreve algumas das posições tomadas pelos defensores da ciência da criação e apresentam uma análise destas reivindicações. Como tal, este documento apresenta-se para uma audiência mais ampla o caso contra o conceito religioso em salas de aula de ciências. Ambos documentos e o anterior Ensinando Sobre Evolução e a Natureza da Ciência, são gratuitamente disponíveis on line no site da Academia (http://www.nap.edu).

    Os cientistas como muitos outros, tocados pelo medo e complexidade da natureza. Realmente muitos cientistas são profundamente religiosos. Mas ciência e religião ocupam dois reinos diferentes da experiência humana. Exigindo que se combinados diminuem a glória de cada um.

    Bruce Alberts
    President
    Academia Nacional de Ciências

    Introdução

    Estrelas jovens, Telescópio Espacial Hubble, NASA.A ciência é um modo particular de compreender o mundo. Na ciência as explicações são limitadas e baseadas em observações e experimentos que podem ser comprovados por outros cientistas. Explicações que não podem ser baseadas em evidências empíricas não são parte da ciência.

    Na busca pelo entendimento, a ciência envolve muito de cuidadosas observações que certamente produz uma elaborada descrição escrita do mundo natural. Os cientistas comunicam suas descobertas e conclusões para outros cientistas através de publicações, conversas em conferências, conversas de corredor e muitos outros meios. Outros cientistas testam aquelas idéias e as montam sobre o trabalho preexistente. Desse modo, a precisão e sofisticação das descrições tendem a aumentar com o tempo, na medida que as subsequentes gerações de cientistas corrigem e estendem o trabalho feito por seus predecessores.

    O progresso na ciência consiste do desenvolvimento de melhores explicações para as causas de um fenômeno natural. Os cientistas nunca estão seguros de que uma dada explicação é completa e final. Algumas das hipóteses avançadas por cientistas, tornam-se incorretas quando testadas mais tarde por observações e experiências. Apesar disso, muitas explicações cientificas tem sido tão perfeitamente testadas e confirmadas que são de grande confiança.

    A teoria da evolução é uma dessas explicações bem estabelecidas. Uma enorme quantidade de investigações científicas desde a metade do século 19 tem convertido as primeiras idéias sobre evolução propostas por Darwin e outros, em uma teoria forte e bem suportada. Hoje, a evolução é um campo de pesquisa extremamente ativo, com uma abundância de novas descobertas que estão continuamente aumentando nosso entendimento de como a evolução ocorreu.

    Este texto considera a ciência que suporta a teoria da evolução, focando em três categorias de evidências científicas:

    • Evidências para a origem do universo, Terra e a Vida

    • Evidências para evolução biológica, incluindo descobertas da paleontologia, anatomia comparativa, biogeografia, embriologia e biologia molecular

    • Evidências para a evolução humana

    No fim de cada uma dessas seções, as posições apoiadas pelos defensores da "ciência da criação" são resumidamente apresentadas e analisadas também.

    A teoria da evolução se tornou o conceito central unificador da biologia e é um componente crítico de muitas disciplinas científicas. Em contraste, nas reivindicações da "ciência da criação" falta suporte empírico e não pode ser testado de forma significativa. Estas observações levam a duas conclusões fundamentais: o ensino da evolução deve ser parte integrante do ensino de ciências e a "ciência da criação" não é de fato uma ciência e portanto não deve ser apresentada como tal em aulas de ciência.

    Termos Usados na Descrição da Natureza da Ciência2

    Fato: Em ciência, é uma observação que foi repetidamente confirmada e para todos efeitos práticos é aceita como "verdade." Verdade em ciência, todavia, nunca é final, é aceita como fato hoje mas pode ser modificada ou mesmo descartada amanhã.

    Hipótese: Uma tentativa estabelecida sobre o mundo natural conduzindo a deduções que podem ser testadas. Se as deduções forem confirmadas, as hipóteses são provisoriamente corroboradas. Se as deduções são incorretas, prova-se que a dedução original é falsa e será abandonada ou modificada. As hipóteses podem ser usadas para construir as mais complexas deduções e explicações.

    Lei: Uma generalização descritiva sobre como alguns aspectos do mundo natural possui sobre condições estabelecidas.

    Teoria: Em ciência, uma explicação bem estruturada de alguns aspectos do mundo natural, pode incorporar fatos, leis, inferências e hipóteses testadas.

    A alegação de que a evolução deve ser ensinada como uma "teoria, não um fato" confunde o uso comum dessas palavras com o uso científico. Na ciência, teorias não se transformam em fatos por acumulação de evidências. Ao invés disso, as teorias são os pontos finais da ciência. Elas são compressões que se desenvolvem através de observações extensivas, experiências e reflexões criativas. Elas incorporam um grande corpo de fatos científicos, leis, hipóteses testadas e deduções lógicas. Neste sentido, a evolução é uma das mais fortes e mais úteis teorias científicas que nós temos.

    Origem do Universo, Terra e Vida

    O termo "evolução" normalmente se refere à evolução biológica de coisas viventes. Mas os processos pelos quais planetas, estrelas, galáxias, e o universo formam e mudam com o passar do tempo também são tipos de "evolução." Em todos estes casos há mudanças com o passar do tempo, embora os processos envolvidos sejam bastante diferentes.

    background: © Ken Graham/PNI; insets: photograph of Edwin Hubble: National Academy of Sciences; Hubble Deep Field, Hubble Space Telescope, NASA.

    No início dos anos 20 o astrônomo americano Edwin Hubble fez uma descoberta muito interessante e importante. Hubble fez observações que ele interpretou como mostrando que aquelas estrelas distantes e as galáxias estão se distanciando da Terra em todas as direções. Além disso, as velocidades de distanciamento aumentam em proporção com a distância, uma descoberta que foi confirmada por numerosas e repetidas medidas desde o tempo de Hubble. O significado destas descobertas é que o universo está se expandindo.

    A hipótese de Hubble de um universo se expandindo, nos leva para certas deduções. Uma delas é que o universo foi mais condensado em épocas anteriores. Desta dedução veio a sugestão que todas as massas e energias atualmente observadas no universo eram inicialmente condensadas em uma massa muito pequena e infinitamente quente. Uma gigantesca explosão, conhecida como o Big Bang, então enviaram massa e energia ao espaço que se expandem em todas as direções.

    Esta hipótese do Big Bang conduziu a mais deduções testáveis. Uma dessas deduções era que a temperatura no espaço profundo hoje deveria ser vários graus acima do zero absoluto. As observações mostraram que esta dedução estava correta. De fato, o satélite Explorador de Fundo Cósmico por Microondas (COBE) lançado em 1991 confirmou que o campo de radiação de fundo tem o espectro exatamente como previsto por um Big Bang como origem a para o universo.

    Na medida que o universo se expandiu, de acordo com a compreensão científica atual, as matérias coletadas em nuvens enormes começaram a se condensar girando e formaram os precursores das galáxias. Dentro de galáxias, incluindo nossa própria galáxia a Via Láctea, mudanças na pressão causaram gás e pó formando nuvens distintas. Em algumas destas nuvens, onde haviam massa suficiente e forças apropriadas, a atração gravitacional forçou a nuvem a se comprimir. Se a massa de matérias na nuvem foram suficientemente comprimidas, as reações nucleares começaram e uma estrela nasceu.

    Young stellar disks in infrared, Hubble Space Telescope, NASA.

    Algumas porções de estrelas incluindo nosso Sol, se formaram no meio de um disco plano de matéria. No caso de nosso sol, o gás e pó dentro deste disco colidiram e agregaram em grãos pequenos e os grãos formaram corpos maiores chamados planetesimais ("planetas muito pequenos") alguns dos quais alcançaram diâmetros de várias centenas de quilômetros. Em sucessivos estágios estes planetesimais se fundiram nos nove planetas e seus numerosos satélites. Os planetas rochosos, inclusive a Terra, estão mais perto do sol, e os planetas gasosos estão em órbitas mais distantes.

    As idades do universo, da nossa galáxia, do sistema solar e Terra podem ser calculadas usando métodos científicos modernos. A idade do universo pode ser derivada da relação observada entre as velocidades e as distâncias que separam as galáxias. Podem ser medidas as velocidades de galáxias distantes com muita precisão, mas a medida das distâncias é mais incerta. Medidas da expansão de Hubble conduziram a idades calculadas para o universo de entre 7 bilhões e 20 bilhões anos, com as medidas melhores e mais recentes durante as últimas décadas dentro da faixa de 10 bilhões a 15 bilhões de anos.

    A idade da galáxia Via Láctea foi calculada de dois modos. O primeiro envolve o estudo das fases observadas da evolução de estrelas de diferentes tamanhos em agrupamentos globulares. Agrupamentos globulares acontecem em um halo tênue que cerca o centro da Galáxia, com agrupamentos que contém de cem mil a um milhão de estrelas. As quantidades muito baixas de elementos mais pesados que hidrogênio e hélio nestas estrelas indicam que elas devem ter sido formadas cedo na história da Galáxia, antes grandes quantias de elementos pesados foram criadas dentro das gerações iniciais de estrelas e depois foi distribuído no meio interestelar por explosões de supernovas (o próprio Big Bang criou hidrogênio e átomos de hélio principalmente). Estimativas das idades das estrelas em agrupamentos globulares caem dentro da faixa de 11 bilhões a 16 bilhões de anos.

    Um segundo método para calcular a idade da nossa galáxia está baseado na abundância presente de vários elementos radioativos duradouros no sistema solar. As abundâncias são fixadas pelas taxas de produção e distribuição pelas explosões de supernovas. De acordo com estes cálculos, a idade de nossa galáxia está entre 9 bilhões e 16 bilhões anos. Assim, ambos os modos de calcular a idade da galáxia Via Láctea concordam entre si, e eles também são consistentes com a estimativa independentemente derivada da idade do universo.

    Elementos radioativos que acontecem naturalmente em pedras e minerais também fornecem meios de calcular a idade do sistema solar e da Terra. Alguns destes elementos decaem com meia vida entre 700 milhões e mais de 100 bilhões anos (a meia vida de um elemento é o tempo que leva para a metade do elemento se transformar radiativamente em outro elemento). Usando estes guardiões de tempo, é calculado que meteoritos que são fragmentos de asteróides se formaram entre 4.53 bilhões e 4.58 bilhões anos atrás (asteróides são planetóides " pequenos " que revolvem ao redor do Sol e são sobras da nebulosa solar que deu lugar para o Sol e planetas). Os mesmos guardiões do tempo radioativos aplicados às três amostras lunares mais antigas que retornaram à Terra pelos astronautas da Apollo se mostram com idades entre 4.4 bilhão e 4.5 bilhões anos e fornecem estimativas mínimas para o tempo de formação da Lua.

    As pedras mais antigas conhecidas na Terra são encontradas no noroeste do Canadá (3.96 bilhões anos), mas pedras bem estudadas quase tão antigas também foram encontradas em outras partes do mundo. Na Austrália Ocidental, cristais de zircônio incrustados dentro de pedras mais jovens têm idades de 4.3 bilhões de anos e fazem destes cristais minúsculos os materiais mais velhos achados na Terra.

    As melhores estimativas da idade de Terra são obtidas calculando o tempo requerido para desenvolvimento de isótopos de chumbo observado no minério de chumbo o mais velho de Terra. Estas estimativas indicam 4.54 bilhões de anos como a idade da Terra e dos meteoritos, consequentemente do sistema solar.

    left: DNA, Dr. A. Lesk, Laboratory of Molecular Biology/Science Photo Library; right: RNA, © Ken Eward/Science Source, Photo Researchers, Inc.

    As origens da vida não podem ser datadas tão precisamente, mas há evidências que bactérias como organismos viveram na Terra 3.5 bilhões de anos atrás, e eles podem ter existido até mais cedo, quando a primeira crosta sólida se formou, quase 4 bilhões de anos atrás. Estes organismos primitivos deveriam ter sido mais simples que os organismos que vivem hoje. Além disso, antes dos organismos mais antigos deveria ter havido uma estrutura que não poderíamos chamar de "vivo" mas estas são agora componentes de coisas viventes. Hoje, todos organismos viventes armazenam e transmitem informação hereditária que usa dois tipos de moléculas: DNA e RNA. Cada uma destas moléculas está por sua vez composta de quatro tipos de sub-unidades conhecidas como nucleótidos. As sucessões de nucleótidos em comprimentos particulares de DNA ou RNA, são conhecidas como genes, dirigem a construção de moléculas conhecidas como proteínas que em troca catalisam reações bioquímicas, fornecem componentes estruturais para organismos, e executam muitas das outras funções das quais a vida depende. Proteínas consistem em cadeias de subunidades conhecidas como aminoácidos. A sucessão de nucleótidos no DNA e RNA então determinam a sucessão de aminoácidos nas proteínas; este é um mecanismo central em tudo na biologia.

    Experiências administradas sob condições que pretendem se assemelhar a aquelas apresentadas na Terra primitiva resultaram na produção de alguns dos componentes químicos de proteínas, DNA, e RNA. Algumas destas moléculas também foram descobertas em meteoritos do espaço exterior e em espaço interestelar por astrônomos que usam radiotelescópios. Os cientistas concluíram que os "tijolos da vida" poderiam estar disponíveis bem no começo da história da Terra.

    Uma nova e importante avenida se abriu com a descoberta que certas moléculas feitas de RNA, chamadas ribozimos, podem agir como catalisadores em células modernas. Tinha sido pensado anteriormente que só proteínas pudessem servir como os catalisadores necessários para levar a cabo funções bioquímicas específicas. Assim, no mundo pre-biótico antigo, poderiam ter estado "moléculas de RNA autocatalítica"-- isto é, eles poderiam ter se reproduzido bem antes de haver qualquer proteína catalítica (chamadas enzimas). Experiências de laboratório demonstram que reproduzindo moléculas autocatalíticas de RNA sofrem mudanças espontâneas e que as variantes de moléculas de RNA com a maior atividade autocatalíticas prevalecem em seus ambientes. Alguns cientistas concordam com a hipótese que havia um "mundo de RNA muito cedo" e eles estão testando modelos que conduzem do RNA à síntese de DNA simples e moléculas de proteína. Estes conjuntos de moléculas poderiam ter se tornado pacotes eventualmente dentro de membranas, tornando-se então "protocélulas" -- versões primitivas de células muito simples.

    Para aqueles que estão estudando a origem de vida, a pergunta não é mais, se vida poderia ter se originado por processos de substâncias químicas que envolvem componentes não - biológicos. A pergunta se tornou ao invés, qual dos muitos caminhos poderia ter sido seguido para produzir as primeiras células.

    Nós sempre poderemos identificar o caminho de evolução química que teve sucesso iniciando a vida na Terra? Cientistas estão projetando experiências e especulando acerca de quão cedo a Terra poderia ter provido um local hospitaleiro para a segregação de moléculas em unidades que poderiam ter sido os primeiros sistemas viventes. Uma especulação mais recente inclui a possibilidade que as primeiras células viventes poderiam ter surgido em Marte e poderiam ter sido semeado na Terra pelos muitos meteoritos que são conhecidos por viajar de Marte para o nosso planeta.

    Claro que, até mesmo se uma célula vivente fosse feita no laboratório, não provaria que natureza seguiu os mesmos caminho bilhões de atrás. Mas este é o trabalho da ciência fornecer explicações naturais plausíveis para o fenômeno natural. O estudo da origem de vida é uma área de pesquisa muito ativa na qual muito progresso importante está sendo feito, embora o consenso entre cientistas é que nenhuma das hipóteses correntes foram ainda confirmadas. A história da ciência mostra que problemas aparentemente intratáveis como este aqui pode se tornar amena para solução mais tarde, como resultado de avanços na teoria, instrumentação, ou a descoberta de fatos novos.

    Visões Criacionistas da Origem do Universo, Terra, e Vida

    Muitas pessoas religiosas, incluindo muitos cientistas insistem que Deus criou o universo e os vários processos que dirigem evolução física e biológica e que estes processos resultaram então na criação de galáxias, nosso sistema solar, e vida em Terra. Esta convicção que às vezes é chamada "evolução teísta" não está em discordância com explicações científicas de evolução. Realmente, reflete o caráter notável e inspirador do universo físico revelado por cosmologia, paleontologia, biologia molecular, e muitas outras disciplinas científicas.

    Os defensores da "ciência da criação" sustentam uma variedade de pontos de vista. Alguns reivindicam que a Terra e o universo são relativamente jovens, talvez só entre 6.000 e 10.000 anos de idade. Estes indivíduos acreditam freqüentemente que a forma física presente da Terra pode ser explicada por "catastrofismo," inclusive uma inundação mundial (dilúvio), e que todas as coisas viventes (inclusive humanos) foram criadas milagrosamente, essencialmente nas formas que nós as encontramos agora.

    Outros defensores da ciência da criação estão dispostos aceitar que a Terra, os planetas, e as estrelas pode ter existido por milhões de anos. Mas eles discutem que os vários tipos de organismos, e especialmente os humanos, só poderia ter ocorrido com intervenção sobrenatural, porque eles mostram "projeto inteligente."

    Neste texto, ambas as visões "Terra Jovem" e "Terra Velha" são chamadas "criacionismo" ou "criação" especial.

    Não há nenhum dado científico ou cálculos válidos para substanciar a convicção que Terra foi criada há alguns poucos milhares de anos atrás. Este documento resumiu uma vasta quantidade de evidências para a grande idade do universo, nossa galáxia, o sistema solar, e Terra através da astronomia, astrofísicas, físicas nucleares, geologia, geoquímica, e geofísica. Métodos científicos independentes dão uma idade constantemente para a Terra e o sistema solar de cerca de 5 bilhões anos, e uma idade para nossa galáxia e o universo que são duas a três vezes maior. Estas conclusões fazem a origem do universo como um todo inteligível, emprestando coerência a muitos ramos diferentes de ciência, e formam as conclusões do núcleo de um corpo notável de conhecimento sobre as origens e propriedades do mundo físico.

    Nem existe qualquer evidência que o registro geológico inteiro, com sua sucessão de fósseis, é o produto de uma única inundação universal que aconteceu poucos milhares de anos atrás, durou pelo menos um ano, e cobriu as montanhas mais altas para uma profundidade de vários metros. Pelo contrário, interrupções e depósitos terrestres demonstram que em nenhum momento registrado no passado o planeta inteiro esteve debaixo de água. Além disso, uma inundação universal de magnitude suficiente para formar as pedras sedimentares vistas hoje, que são junto muitos quilômetros de espessura, requereria um volume de água longe maior que alguma vez existiu sobre ou dentro Terra, pelo menos desde a formação da primeira crosta sólida conhecida aproximadamente 4 bilhões anos atrás. A convicção que foram depositados os sedimentos de Terra, com os fósseis, em uma sucessão em ordem pelo tempo de um ano desafia todas as observações geológicas e princípios físicos relativo a taxas de sedimentação e possíveis quantidades de matéria sólida suspensa.

    Geólogos construíram uma história detalhada de deposição de sedimento que une corpos particulares de pedra na crosta da Terra aos ambientes particulares e processos. Se os geólogos de petróleo pudessem achar mais óleo e gás interpretando o registro de pedras sedimentares como tendo sido o resultado de uma única inundação, eles estariam a favor da idéia de tal inundação certamente, mas eles não estão. Ao invés, estes trabalhadores práticos concordam com geólogos acadêmicos sobre a natureza de ambientes deposícionais e tempo geológico. Geólogos de petróleo foram os pioneiros no reconhecimento de depósitos fósseis que foram formados em cima de milhões de anos em tais ambientes como rios vagando, deltas, praias de barreira arenosa, e recifes de corais.

    O exemplo de geologia de petróleo demonstra uma das grandes forças de ciência. Usando conhecimento do mundo natural para predizer as conseqüências de nossas ações, ciência torna possível resolver problemas e criar oportunidades que usam tecnologia. O conhecimento detalhado exigido para sustentar nossa civilização só poderia ter sido derivado da investigação científica.

    Os argumentos de criacionistas não são dirigidos por evidência que possa ser observada no mundo natural. Criação especial ou intervenção sobrenatural não é sujeitável a testes significantes que requeiram predição de resultados plausíveis e depois conferência destes resultados por observação e experimentação. Realmente, reivindicações de "criação especial" invertem o processo científico. A explicação é vista como inalterável, e procura-se uma evidência para apoiar uma conclusão particular por qualquer meio possível.

    Evidências que Apoiam a Evolução Biológica

    Charles Darwin, National Library of Medicine, National Institutes of Health. Galápagos Islands, © Archive Photos,1994/PNI.

    Um longo caminho nos traz desde as origens de vida primitiva que existiu há pelo menos 3.5 bilhões anos atrás para a profusão e diversidade de vida que existe hoje. Este caminho é melhor compreendido como um produto de evolução.

    Ao contrário da opinião popular, nem o termo nem a idéia de evolução biológica começaram com Charles Darwin e seu trabalho pioneiro, A Origem das Espécies Através da Seleção Natural (1859). Muitos dos estudiosos filósofos Gregos antigos já tinham deduzido que espécies similares tinham descendido de um antepassado comum. A palavra "evolução" apareceu primeiro no idioma inglês em 1647 na conexão não biológica, e se tornou extensamente usada em inglês para todos os tipos de progressões de inícios mais simples. O termo que Darwin se referia freqüentemente a evolução biológica era "descendência com modificação" que permanece uma definição breve e boa do processo hoje.

    Darwin propôs que a evolução poderia ser explicada pela sobrevivência diferencial de organismos que seguindo sua variação ocorrida naturalmente, --um processo que ele chamou de "seleção natural." De acordo com esta visão, a descendência de organismos difere de um para outro e de seus pais de modos que são herdáveis -- quer dizer, eles podem passar as diferenças geneticamente à sua própria descendência. Além disso, organismos na natureza produzem tipicamente mais descendência do que conseguem sobreviver e reproduzir determinado pelas restrições da comida, espaço, e outros recursos ambientais. Se uma descendência particular tem características que favorecem uma vantagem em um ambiente particular, aquele organismo será mais provável de sobreviver e passar essas características. A medida que as diferenças se acumulam sobre as gerações, as populações de organismos se divergem de seus ancestrais.

    A hipótese original de Darwin sofreu modificação extensa e expansão, mas os conceitos centrais estão firmes. Estudos em genéticas e biologia molecular -- campo desconhecido no tempo de Darwin -- explicou a ocorrência das variações hereditárias que são essenciais para a seleção natural. Variações genéticas são o resultado de mudanças, ou mutações, na seqüência de nucleótido de DNA, a molécula de que são feitos genes. Tais mudanças no DNA pode ser agora detectadas e podem ser descritas com grande precisão.

    As mutações genéticas surgem por acaso. Elas podem ou não equipar o organismo com meios melhores para sobreviver em seu ambiente. Mas se uma variante de gene melhora a adaptação para o ambiente (por exemplo, permitindo um organismo fazer melhor uso de um nutriente disponível, ou escapar de um predador mais efetivamente (como por pernas mais fortes ou coloração de disfarce), os organismos que levam aquele gene são mais prováveis de sobreviver e reproduzir que aqueles sem eles. Com o passar do tempo, os seus descendentes tenderão a aumentar e mudarão as características comuns da população. Embora a variação genética na qual trabalhos de seleção naturais estão baseado no acaso ou elementos da chance, a seleção natural produz mudanças de "adaptação" -- o contrário do acaso.

    Cientistas também ganharam uma compreensão dos processos pelos quais uma espécie nova se origina. Uma espécie nova é a qual os indivíduos não podem acasalar e podem produzir os descendentes viáveis com indivíduos de uma espécie preexistente. A divisão de uma espécie em dois freqüentemente começam porque um grupo de indivíduos é separado geograficamente do resto. Isto é particularmente aparente em ilhas distantes e remotas, como a de Galápagos e o arquipélago Havaiano cuja grande distância das américas e da Ásia que ali chegando os colonizadores terão pequena ou nenhuma oportunidade para acasalar com indivíduos que permaneceram nos continentes. Montanhas, rios, lagos, e outras barreiras naturais também respondem pela separação geográfica entre populações que uma vez pertenceram à mesma espécie.

    Uma vez isolados, geograficamente grupos isolados de indivíduos tornam-se geneticamente diferenciados como conseqüência de mutação e outros processos incluindo seleção natural. A origem de uma espécie é freqüentemente um processo gradual, de forma que no princípio o isolamento reprodutivo entre grupos separados de organismos é só parcial, mas fica completo eventualmente. Os cientistas prestam atenção especial a estas situações intermediárias, porque elas ajudam reconstruir os detalhes do processo e identificar genes particulares ou conjunto de genes que respondem pelo isolamento reprodutivo entre espécies.

    Darwin's finches. Drawing by K. Thalia Grant. From The Beak of the Finch by Jonathan Weiner. © 1994 by Jonathan Weiner. Reprinted by permission of Alfred A. Knopf, Inc.

    Um exemplo particularmente constrangedor de especiação envolve as 13 espécies de finches (pequenos pássaros) estudada por Darwin nas Ilhas de Galápagos, agora conhecidas como os finches de Darwin. Os antepassados destes finches parecem ter emigrado da América do Sul para Galápagos. Hoje as diferentes espécies de finches na ilha tem habitates, dietas, e comportamentos diferentes, mas os mecanismos que envolveram na especiação continuam operando. Um grupo de pesquisa conduzido por Peter e Rosemary Grant da Universidade de Princeton mostrou que um único ano de seca nas ilhas pode dirigir mudanças evolutivas nos finches. A seca diminui o suprimento de nozes fáceis de quebrar mas permite a sobrevivência de plantas que produzem nozes maiores, mais duras. Secas favorecem pássaros com bicos grandes e fortes, que podem quebrar estas sementes mais duras, produzindo populações de pássaros com estas características. Os Grant estimaram que se as secas ocorressem a cada 10 anos nas ilhas, uma nova espécie de finche poderia surgir somente em aproximadamente 200 anos.

    As seções seguintes consideram vários aspectos de evolução biológica em maior detalhe e olhando a paleontologia, anatomia comparativa, biogeografia, embriologia e biologia molecular para evidências adicionais que apoiam a evolução.

    O Registro Fóssil

    Paria River, Utah. Grand staircase/Escalante National Monument, © Tom Till.

    Embora tenha sido Darwin, mais que todos os outros, quem organizou evidências convincentes para evolução biológica primeiro, os estudiosos mais antigos já tinham reconhecido que os organismos na Terra tinham mudado sistematicamente em períodos longos de tempo. Por exemplo, em 1799 um engenheiro chamado William Smith informou que, em camadas intactas de pedra, os fósseis ocorreram em uma ordem seqüente definida, com os mais modernos aparecendo mais próximos ao topo. Porque as camadas de pedras do fundo foram sedimentadas mais cedo logicamente e assim são mais velhas que as camadas do topo, a sucessão de fósseis também poderia ser dada uma cronologia desde a mais velha até a mais jovem. Suas descobertas foram confirmadas e estendidas nos anos 1830s pelo paleontólogo William Lonsdale que reconheceu aqueles restos fósseis de organismos das camadas de pedra mais baixas eram mais primitivos que os de cima. Hoje, foram identificados muitos milhares de depósitos de pedra antigos que mostram sucessões correspondentes de organismos fósseis.

    Assim, a sucessão geral de fósseis já tinha sido reconhecida antes de Darwin conceber a descendência com modificação. Mas os paleontólogos e geólogos antes de Darwin não usaram a sucessão de fósseis em pedras como prova de evolução biológica, mas como uma base para trabalhar a sucessão original de camadas de pedra que tinham sido estruturalmente perturbadas por terremotos e outras forças.

    No tempo de Darwin, paleontologia era ainda uma ciência rudimentar. Grandes partes da sucessão geológica de pedras estratificadas eram desconhecidas ou inadequadamente estudadas.

    Illustration of layers of sedimentary rock, Joyce Pendola, courtesy Natural History

    Então, Darwin lamentou sobre a raridade de formas de intermediárias entre alguns grupos principais de organismos.

    Hoje, muitas das lacunas no registro paleontológico foram preenchidos pela pesquisa de paleontólogos. Centenas de milhares de organismos fósseis, achadas em sucessões de pedra bem datadas, representam sucessões de formas pelo tempo e manifestam muitas transições evolutivas. Como mencionado anteriormente, a vida microbiana do tipo mais simples já estava existente 3.5 bilhões anos atrás. A evidência mais antiga de organismos mais complexos (quer dizer, células de eucarióticas que são mais complexas que bactérias) foram descobertos em fósseis lacrados em pedras com aproximadamente 2 bilhões anos. Só foram encontrados organismos multisseculares que são os fungos familiares, plantas, e animais em camadas geológicas mais jovens. A lista seguinte mostra a ordem na qual formas crescentemente mais complexas de vida apareceram:

     



    Formas de Vida
    Milhões de Anos Desde
    a Primeira Aparição Conhecida
    (Aproximadamente)
    Microbiano (células procarióticas) 3,500
    Complexas (células eucarióticas) 2.000
    Primeiros animais multicelulares 670
    Animais com conchas 540
    Vertebrados (peixes simples) 490
    Anfíbios 350
    Répteis 310
    Mamíferos 200
    Primatas não humanos 60
    Primeiros macacos 25
    Ancestrais humanos australopitecos 4
    Humanos modernos 0 ,15 (150.000 years)

    Foram descobertas tantas formas intermediárias entre peixes e anfíbios, entre anfíbios e répteis, entre répteis e mamíferos, e ao longo das linhas de descendentes primatas que é freqüentemente difícil identificar categoricamente quando a transição acontece de uma para outra espécie particular. De fato, quase todos os fósseis podem ser considerados como intermediários em algum sentido; eles são formas de vida que se colocam entre as formas que os precederam e aqueles que o seguiram.

    O registro fóssil fornece evidência consistente de mudanças sistemáticas pelo tempo - a descendência com modificação. Deste corpo enorme de evidências, pode ser predito que nenhuma reversão será achada em estudos paleontológicos futuros. Quer dizer, anfíbios não apareceram antes dos peixes, nem mamíferos antes de répteis, e nenhuma vida complexa acontecerá no registro geológico antes das células de eucarióticos mais antigos. Esta predição foi apoiada pelas evidências acumuladas até agora: nenhuma reversão foi encontrada.

    Estruturas Comuns

    Illustration by Leigh Coriale Design and Illustration, adapted from Patterns in Evolution: The New Molecular View by Lewin, © Scientific American Library. Used with permission by W.H. Freeman and Company.

    Conclusões sobre descendência comum derivado da paleontologia são reforçadas através de anatomia comparativa. Por exemplo, os esqueletos de humanos, ratos, e morcegos são notavelmente semelhantes, apesar dos modos diferentes de vida destes animais e a diversidade de ambientes nos quais eles florescem. A correspondência destes animais, de osso a osso, pode ser observado em toda parte do corpo, inclusive os membros; ainda que uma pessoa escreva, um rato corra, e um morcego voe com estruturas construídas de ossos que são diferentes em detalhes mas semelhantes na estrutura geral e relação de um para outro.

    Cientistas chamam tal estrutura de homológica e concluem que elas são explicados melhor através de descendência comum. Anatomistas comparativos investigam tal homologia, não só em estrutura de osso mas também em outras partes do corpo, trabalhando relações de graus de semelhança. Suas conclusões provêem de deduções importantes sobre os detalhes de história evolutiva, conclusões que podem ser testadas através de comparações com a sucessão de formas ancestrais no registro paleontológico.

    A orelha do mamífero e mandíbula são exemplos no qual a paleontologia e a anatomia comparativa se combinam para mostrar ascendência comum por fases transitivas. As mandíbulas de mamíferos contêm só um osso, considerando que as dos répteis têm vários. Os outros ossos na mandíbula do réptil são agora homólogos com ossos encontrados na orelha do mamífero. Paleontólogos descobriram forma intermediária de mamífero - réptil (Terapsida) com uma articulação de mandíbula dupla, uma delas composta de ossos ainda encontrados em mandíbulas de mamífero, o outro consistindo de ossos que mais tarde se tornaram o martelo e bigorna da orelha do mamífero.

    A Distribuição de Espécies

    A biogeografia também contribuiu para comprovar as evidências para descendência de antepassados comuns. A diversidade de vida é estupenda. Aproximadamente 250.000 espécies de plantas viventes, 100.000 espécies de fungos, e um milhão de espécies de animais foram descritas e nomeados, cada uma ocupa sua própria colocação ecológica peculiar ou nicho; e o censo está longe de ser completo. Algumas espécies, como os seres humanos e nosso companheiro o cachorro, podem viver sob uma larga faixa de ambientes. Outros estão incrivelmente especializados. Uma espécie de um fungo (Laboulbenia) cresce exclusivamente na porção traseira das asas que cobrem uma única espécie de besouro (Aphaenops cronei) só encontrados em algumas cavernas no Sul da França. A larva da mosca Drosophila carcinophila só pode se desenvolver em entalhe especializados em baixo das pontas do terceiro par de apêndices orais de um caranguejo terrestre que só é encontrado em certas ilhas do Caribe.

    left, © Marty Stouffer, 1991/PNI; middle, © Ron Sanford, 1994/PNI; right, © Erwin Bauer, Peggy Bauer, 1990/PNI.

    Como podemos fazer inteligível a diversidade colossal de seres viventes e a existência de tais criaturas extraordinárias, aparentemente caprichosas como o fungo, besouro, e mosca descritos acima? E por que freqüentemente grupos de ilhas como o Galápagos não são habitadas por formas de vida semelhante às do continente mais próximo, mas ao invés disso pertencendo a espécie diferente? Teoria evolutiva explica aquela diversidade biológica é o resultado dos descendentes de predecessores locais ou migratórios tendo sido adaptado aos seus diversos ambientes. Esta explicação pode ser testada examinando a espécie presente e fósseis locais para ver se eles têm estruturas semelhantes que indicariam como um é derivado do outro. Também, deveria haver evidência que espécie sem uma ascendência local estabelecida tivesse emigrado para aquela localidade.

    Onde quer que tais testes foram executados, estas condições tem sido confirmadas. Um bom exemplo é provido pelas populações de mamíferos das Américas do Norte e do Sul onde organismos nativos notavelmente diferentes evoluíram em isolamento aproximadamente 3 milhões de anos atrás até o aparecimento do istmo do Panamá. Depois disso, o tatu, porco-espinho, e opossum -- mamíferos de origem sul americana --migraram para o norte, junto com muitas outras espécies de plantas e animais, enquanto que o leão da montanha e outras espécies Norte Americanas atravessaram o istmo para o sul.

    A evidência que Darwin achou para a influência de distribuição geográfica na evolução de organismos ficou mais forte com avançar conhecimento. Por exemplo, aproximadamente 2.000 espécies de moscas que pertencem ao gênero Drosophila são encontradas agora ao longo do mundo. Aproximadamente um quarto delas só no Havaí. Mais de mil espécies de caracóis e outros molúsculos de terra também são achados só no Havaí. A explicação biológica para a multiplicidade de espécie relacionada em localidades distantes é que essa grande diversidade é uma conseqüência da evolução a partir de poucos antepassados comuns que colonizaram um ambiente isolado. As Ilhas havaianas estão longe de qualquer continente ou outras ilhas, e em base de evidência geológica elas nunca estiveram ligadas a outras terras. Assim, alguns colonizadores que chegaram às Ilhas havaianas encontraram muitos nichos ecológicos disponíveis onde eles puderam, sobre numerosas gerações, sofrerem mudanças evolutivas e diversificação. Nenhum mamífero diferente de uma espécie de morcego moraram nas Ilhas havaianas quando os primeiros colonos humanos chegaram; similarmente, muitos outros tipos de plantas e animais estavam ausentes.

    As Ilhas havaianas não são menos hospitaleiras que outras partes do mundo para as espécies ausentes. Por exemplo, porcos e cabras multiplicaram no selvagem Havaí, e outros animais domésticos também prosperam lá. A explicação científica para a ausência de muitos tipos de organismos, e a grande multiplicação de alguns tipos, é que muitos tipos de organismos nunca chegaram às ilhas, por causa do seu isolamento geográfico. Esses que chegaram às ilhas diversificaram com o passar do tempo por causa da ausência de organismos relacionados que competiriam para recursos.

    Semelhanças Durante Desenvolvimento

    Embriologia, o estudo de desenvolvimento biológico pelo tempo de concepção, é outra fonte de evidência independente para descendência comum. Por exemplo, mariscos são crustáceos sedentários com pouca semelhança aparente para outros crustáceos como lagostas, camarões, ou copepods. Ainda os mariscos atravessam uma fase larval livre natatória na qual eles se parecem com outras larvas de crustáceo. A semelhança de apoios de fases larvais conduz à conclusão que todos os crustáceos têm partes homólogas e uma ascendência comum.

    Semelhantemente, uma larga variedade de organismos desde moscas de fruta até lombrigas, até ratos até humanos tem sucessões bem parecidas de genes que estão há muito tempo ativas no desenvolvimento. Estes genes influenciam segmentação de corpo ou orientação em todos estes grupos diversos. A presença de tais genes semelhantes, fazendo coisas semelhantes através de uma larga faixa de organismos é explicada melhor por seus estados presentes em um antepassado comum muito antigo para todos os destes grupos.

    Novas Evidências da Biologia Molecular

    O princípio unificador de descendência comum que emerge de todas as linhas precedentes de evidência está sendo reforçado pelas descobertas de bioquímica moderna e biologia molecular.

    O código usado para traduzir as sucessões de nucleótidos em sucessões de aminoácidos é essencialmente o mesmo em todos os organismos. Além disso, proteínas em todos os organismos estão invariavelmente compostas do mesmo jogo de 20 aminoácidos. Esta unidade de composição e função é um argumento poderoso a favor da descendência comum dos organismos mais diversos.

    Myoglobin, © Irving Geis.

    Em 1959, cientistas em Universidade de Cambridge no Reino Unido determinaram as estruturas tridimensionais de duas proteínas que são encontradas em quase todos animais multicelulares: hemoglobina e mioglobina. Hemoglobina é a proteína que leva oxigênio no sangue. Mioglobina recebe oxigênio da hemoglobina e o aloja nos tecidos até precisar. Estas foram as primeiras estruturas de proteína tridimensional para ser resolvida, e elas produziram algumas introspeções chaves. A mioglobina tem uma única cadeia de 153 aminoácidos embrulhada ao redor de um grupo de ferro e outros átomos (chamados " heme ") aos quais estão presos o oxigênio. Hemoglobina, em contraste, é composta de quatro cadeias: duas cadeias idênticas que consistem em 141 aminoácidos, e duas outras cadeias idênticas que consistem em 146 aminoácidos. Porém, cada cadeia tem um heme exatamente como aquele da mioglobina, e cada uma das quatro cadeias na molécula de hemoglobina é colocada precisamente como a mioglobina. Era imediatamente óbvio em 1959 que as duas moléculas tinham um relacionamento muito próximo.

    Durante as duas décadas seguintes, mioglobina e sucessões de hemoglobina foram determinadas para dúzias de mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios, peixes, lombrigas, e molúsculos. Todas estas sucessões estavam tão obviamente relacionadas que eles puderam ser comparados com confiança com as estruturas tridimensionais de dois padrões selecionados -- mioglobina de baleia e hemoglobina de cavalo. Ainda mais significativamente, as diferenças entre sucessões de organismos diferentes poderiam ser usadas para construir uma árvore familiar das variações de hemoglobina e mioglobina entre organismos. Esta árvore concorda completamente com observações derivadas da paleontologia e anatomia sobre a descendência comum dos organismos correspondentes.

    Cytochrome c. Illustration by Leigh Coriale Design and Illustration, adapted from the Journal of Molecular Evolution, Vol. I, 37, 1971.

    Foram obtidas histórias familiares semelhantes das estruturas tridimensionais e sucessões de aminoácido de outras proteínas, como cytochrome c (uma proteína que se ocupa da transferência de energia), as proteínas digestivas trypsin e chymotrypsin. O exame da estrutura molecular oferece uma nova ferramenta e extremamente poderosa por estudar relações evolutivas. A quantidade de informação é potencialmente enorme -- tão grande quanto as milhares de proteínas diferentes contidas em organismos viventes, e limitados apenas pelo tempo e recursos dos biólogos moleculares.

    Na medida que a habilidade para seqüenciar os nucleóditos que compõe o DNA tem melhorado, também se tornou possível usar genes para reconstruir a história evolutiva dos organismos. Por causa de mutações, a sucessão de nucleótidos em um gene muda gradualmente com o passar do tempo. Quanto mais próximos dois organismos estiverem relacionados, menos diferenças entre seus DNA serão encontradas. Devido a existência de dezenas de milhares de genes nos humanos e outros organismos, DNA contém uma tremenda quantidade de informação sobre a história evolutiva de cada organismo.

    Os genes evoluem em taxas diferentes porque, embora mutação seja um evento fortuito, algumas proteínas são muito mais tolerantes às mudanças na sucessão de seus aminoácidos do que outras proteínas. Por isto, os genes que codificam estas proteínas mais tolerantes, menos constrangidas evoluem mais rapidamente. A taxa média à qual um tipo particular de gene ou proteína evolui dá lugar ao conceito de um " relógio " molecular. Relógios moleculares correm mais rápidos para proteínas menos constrangidas e lentamente para proteínas mais constrangidas, apesar disso elas todo o tempo tem os mesmos eventos evolutivos.

    A figura nesta página compara três relógios moleculares: para proteínas de cytochrome c que interagem intimamente com outras macromoléculas e são constrangidas totalmente nas sucessões de seus aminoácido; para hemoglobinas menos rigidamente constrangidas que interagem principalmente com oxigênio e outras moléculas pequenas; e para fibrinopeptides que são fragmentos de proteínas cortados de proteínas maiores (fibrinogens) quando o sangue coagula. O relógio para fibrinopeptides corre rapidamente; 1 por cento da mudança de aminoácidos em um pouco mais que 1 milhão de anos. Ao outro extremo, o relógio molecular corre lentamente para cytochrome c; uma mudança de 1 por cento em sucessão de aminoácido requer 20 milhões de anos. O relógio de hemoglobina é intermediário.

    O conceito de um relógio molecular é útil para dois propósitos. Determina relações evolutivas entre organismos, e indica o tempo no passado quando uma espécie começou a divergir de uma outra. Uma vez que o relógio para um gene particular ou proteína foi calibrado através de referência a algum evento cujo tempo é conhecido, o tempo cronológico atual quando todos os outros eventos aconteceram pode ser determinado examinando a proteína ou a árvore de genes.

    Uma linha adicional interessante de evidências que apoiam a evolução envolve sucessões de DNA conhecidas como "pseudogenes." Pseudogenes são sobras de genes que já não funcionam mas continuam sendo levados junto ao DNA como excesso de bagagem. Pseudogenes também mudam com o tempo, a medida que são passados de antepassados para descendentes, e eles oferecem um modo especialmente útil de reconstruir relações evolutivas.

    Com genes que estão funcionando, é possível uma explicação para a semelhança relativa entre genes de organismos diferentes é que seus modos de vida são semelhantes -- por exemplo, os genes de um cavalo e uma zebra poderiam ser mais semelhante por causa dos seus habitates semelhantes e comportamentos que os genes de um cavalo e um tigre. Mas esta possível explicação não funciona para os pseudogenes, já que eles não executam nenhuma função. Bastante, o grau de semelhança entre pseudogenes tem que refletir a sua relatividade evolutiva simplesmente. Quanto mais distante estiver o último antepassado comum de dois organismos, mais diferentes seus pseudogenes serão.

    Drawings of Mammalian land ancestor, Balaenoptera, by N. Haver. Drawings of Ambulocetus, Rodhocetus, by N. Haver, © Sinauer Associates.

    A evidência para evolução da biologia molecular está crescendo depressa e ultrapassando. Em alguns casos, esta evidência molecular torna possível ir além da evidência paleontológica. Por exemplo, foi postulado muito tempo que baleias descenderam de mamíferos de terra que tinham voltado ao mar. Pelas evidências anatômicas e paleontológicas, os parentes de terra viventes mais íntimos das baleias pareciam ser até mamíferos com unhas partidas (gado moderno, ovelha, camelos, cabras, etc.). Recentes comparações de alguns genes de proteína do leite (beta-casein e kappa-casein) confirmaram esta relação e sugeriu que o salto mais próximo para o parente vivente de baleias em terra pode ser o hipopótamo. Neste caso, biologia molecular aumentou o registro fóssil.

    Criacionismo e as Evidências da Evolução

    Alguns criacionistas citam o que eles dizem que é um registro fóssil incompleto como evidência para o fracasso de teoria evolutiva. O registro fóssil estava incompleto no tempo de Darwin, mas muitos dos buracos importantes que existiram então já foram preenchidos através de pesquisa paleontológica subseqüente. Talvez a evidência fóssil mais persuasiva para evolução seja a consistência da sucessão de fósseis desde a inicial até a presente. Em nenhum lugar da terra nós encontramos, por exemplo, mamíferos na idade Devoniana (a idade dos peixes) estratos, ou fósseis humanos que coexistem com restos de dinossauro. Estratos de pedra intactos com organismos de unicelulares simples antedatam esses com organismos multicelulares, e invertebrados precedendo vertebrados; em nenhuma parte esta sucessão foi encontrada invertida. Fósseis de estratos adjacentes são mais semelhantes que fósseis de estratos temporariamente distantes. A conclusão científica mais razoável que pode ser tirada do registro fóssil é que a descendência com modificação aconteceu exatamente como declarou a teoria da evolução.

    Os criacionistas especiais argumentam que "ninguém viu evolução acontecer." Isto esquece o ponto de como ciência testa as hipóteses. Nós não vemos a Terra passar em torno do Sol ou os átomos que compõem a matéria. Nós "vemos" suas conseqüências. Os cientistas deduzem que átomos existem e a Terra gira porque eles testaram predições derivadas destes conceitos por observação extensa e experimentação.

    Além disso, em uma escala menor, nós "experimentamos" a evolução que acontece diariamente. As mudanças anuais em vírus de gripe e o aparecimento de bactérias resistentes a antibióticos são ambos os produtos de forças evolutivas. Realmente, a rapidez com que os organismos com tempos de geração pequenos, como bactérias e vírus, podem evoluir sob a influência dos seus ambientes é de grande significado médico. Muitas experiências de laboratório mostraram que, por causa da mutação e seleção natural, tais microorganismos podem mudar de modos específicos para as gerações imediatamente precedentes.

    Em uma escala maior, a evolução de mosquitos resistentes a inseticidas é outro exemplo da tenacidade e adaptabilidade de organismos que estão sob tensão ambiental. Similarmente, parasitas de malária ficaram resistentes às drogas que eram extensivamente usadas para os combater por muitos anos. Como uma conseqüência, a malária está aumentando, com mais de 300 milhões de casos clínicos de malária acontecendo todos os anos.

    Illustration adapted from The Cambridge Encyclopedia of Life Sciences. Reprinted with permission of Cambridge University Press.

    Dados evolutivos moleculares se opõe a uma recente proposição chamada "teoria do desígnio inteligente." Os proponentes desta idéia discutem que aquela complexidade estrutural é a prova da mão direta de Deus criando organismos especialmente como eles são hoje. Estes argumentos ecoam desde o 18º século quando o clérigo William Paley assegurou que o olho do vertebrado, devido sua organização complicada, tinha sido projetado especialmente em sua forma presente por um Criador onipotente. Nos dias modernos, os proponentes do "desígnio inteligente" discutem aquelas estruturas moleculares como DNA, ou processos moleculares como os muitos dos passos que o sangue passa quando coagula, são tão irredutivelmente complexos que eles só poderiam funcionar se todos os componentes operassem de uma vez. Então, os proponentes de desígnio inteligente dizem que estas estruturas e processos não poderiam ter evoluído gradualmente nas características da seleção natural.

    Porém, estruturas e processos que são reivindicados com sendo complexo "tipicamente irredutíveis" não estão em inspeção mais próxima. Por exemplo, está incorreto assumir que uma estrutura complexa ou processo bioquímico só pode funcionar se todos seus componentes estão presentes e funcionando como nós os vemos hoje. Sistemas bioquímicos complexos podem ser construídos de sistemas mais simples por seleção natural. Assim, a "história" de uma proteína pode ser localizada através de organismos mais simples. Peixes sem mandíbula têm uma hemoglobina mais simples que os peixes com mandíbula que por sua vez tem uma hemoglobina mais simples que mamíferos.

    A evolução de sistemas moleculares complexos pode acontecer de vários modos. Seleção natural pode reunir partes de um sistema para uma função uma vez e então, mais tarde, recombinar essas partes com outros sistemas de componentes para produzir um sistema que tem uma função diferente. Os genes podem ser duplicados, podem ser alterados, e então podem ser ampliados por seleção natural. A cascata bioquímica complexa que resulta do sangue coagulando foi explicada desta forma.

    Semelhantemente, mecanismos evolutivos são capazes de explicar a origem de estruturas anatômicas altamente complexas. Por exemplo, olhos podem ter evoluído muitas vezes independentemente durante a história da vida na Terra. Os passos procedem de uma mancha de olho simples composta de células de retina sensível à luz (como são encontradas agora nos flatworm (lombrigas achatadas)), para formação de unidades fotossensíveis individuais (ommatidia) em insetos com luz que enfoca lentes, para a formação eventual de um olho com uma única lente que enfoca imagens sobre uma retina. Nos humanos e outros vertebrados, a retina consiste não só em células de fotoreceptores mas também de vários tipos de neurônios que começam a analisar a imagem visual. Por tais passos graduais, evoluíram tipos muito diferentes de olhos, de simples órgãos fotossensores para sistemas altamente complexos para visão.

    A Evolução Humana

    Drawings by Darwen Hennings, © Wadsworth Publishing Company.

    Estudos em biologia evolutiva conduziram à conclusão que os seres humanos surgiram de primatas ancestrais. Esta associação foi debatida ardentemente entre cientistas nos dias de Darwin. Mas hoje não há nenhuma dúvida científica significante sobre as relações evolutivas íntimas entre todos os primatas, inclusive humanos.

    Muitos dos avanços mais importantes em paleontologia durante o último século relacionam à história evolutiva de humanos. Não um mas muitos vínculos conectando elos intermediários ao longo de vários ramos da árvore familiar humana foram encontrados como fósseis. Estes elos de ligação fóssil acontecem em depósitos geológicos de idade intermediária. Eles documentam o tempo e taxam de qual primata a evolução humana ocorreu.

    Cientistas revelaram milhares de espécimes fósseis que representam os membros da família humana. Um grande número destes não pode ser nomeado à espécie humana moderna, Homo Sapiens. A maioria destes espécimes foi bem datado, freqüentemente por meio de técnicas radiométricas. Eles revelam uma árvore bem ramificada, partes da qual traçam uma sucessão evolutiva geral que conduz das formas de macaco para os humanos modernos.

    Paleontólogos descobriram numerosas espécies de macacos extintos em camadas de pedra com mais de quatro milhões de anos, mas nunca um membro da família humana a tão grande idade. Australopithecus cujos fósseis são conhecidos tem aproximadamente quatro milhões de anos de idade, é um gênero com algumas características mais íntimas para macacos e alguns mais íntimo a humanos modernos. No tamanho do cérebro, o Australopithecus era apenas pouco mais avançado que macacos. Várias características incluindo braços longos, pernas pequenas, estrutura do dedão intermediário do pé e características do membro superior, indica que os membros desta espécie gastaram parte do tempo em árvores. Mas eles também caminharam vertical no solo, como humanos. Traços bípedes do Australopithecus foram descobertos, formosamente preservados com os de outros animais extintos, em cinza vulcânica endurecida. A maioria de nossos antepassados de Australopithecus morreu perto de dois e meio milhões de anos atrás, enquanto outra espécie de Australopithecus que estava em outros ramos da árvore humana sobreviveu ao lado do hominids mais avançado durante outros milhões de anos.

    Ossos distintos da mais antiga espécie do gênero humano, Homo, datam camadas de rochas com aproximadamente 2.4 milhões de anos de idade. Antropólogos físicos concordam que o Homo evoluiu de uma das espécies de Australopithecus. Por dois milhões de anos atrás, os membros mais antigos de Homo tiveram um tamanho de cérebro comum uma e meia vezes maior que os do Australopithecus, embora ainda substancialmente menor que o de humanos modernos. As formas dos ossos pélvicos e das pernas sugerem que este Homo primitivo não foi um trepador em tempo parcial como Australopithecus mas caminhou e correu em pernas longas, como os humanos modernos fazem. Da mesma maneira que o Australopithecus se mostrou um complexo de meio macaco, meio humano, e características intermediárias, assim era o Homo primitivo intermediário entre Australopithecus e humanos modernos em algumas características, e perto de humanos modernos em outras características. As ferramentas de pedra mais antigas são virtualmente da mesma idade dos fósseis mais antigos de Homo. O Homo antigo, com seu cérebro maior que Australopithecus, era fabricante de ferramentas de pedra.

    O registro fóssil para o intervalo entre 2.4 milhões de anos atrás e o presente inclui os restos de esqueletos de várias espécies classificadas como gênero Homo. As espécies mais recentes tiveram cérebros maiores que as mais antigas. Este registro fóssil está bastante completo para mostrar que o gênero humano espalhou-se primeiro de seu lugar de origem na África para a Europa e Ásia um pouco menos de dois milhões de anos atrás. Tipos distintos de ferramentas de pedra são associadas com várias populações. Espécies mais recentes com cérebros maiores geralmente usaram ferramentas mais sofisticadas que espécies mais antigas.

    A biologia molecular também proveu evidência forte da relação íntima entre os humanos e macacos. Análise de muitas proteínas e genes mostrou que os humanos são geneticamente semelhantes a chimpanzés e gorilas e menos semelhante a orangotangos e outros primatas.

    Foi extraído DNA até mesmo de um esqueleto bem preservado da criatura humana extinta conhecido como neandertalense, um membro do gênero Homo, freqüentemente considerado tanto como uma subespécie de Homo sapiens ou como uma espécie separada. A aplicação do relógio molecular que faz uso de taxas conhecidas de mutação genética sugere que a linhagem neandertalense divergiu do Homo sapiens moderno há menos de meio um milhão de anos atrás, que é completamente compatível com as evidências do registro fóssil.

    Baseado em dados moleculares e genéticos, os evolucionistas estão favoráveis a hipótese que os Homo sapiens modernos, indivíduos muito semelhantes a nós, evoluíram de humanos mais arcaicos aproximadamente 100.000 a 150.000 anos atrás. Eles também acreditam que esta transição aconteceu na África com humanos modernos, que se dispersaram então para a Ásia, a Europa, e eventualmente Australásia e as Américas.

    Descobertas de restos de hominido durante as últimas três décadas no Leste e Sul da África, Oriente Médio, e em outros lugares combinados com avanços na biologia molecular iniciaram uma nova disciplina -- a paleoantropologia molecular. Este campo de investigação está provendo um inventário sempre crescente de evidências para uma afinidade genética entre os seres humanos e os macacos africanos.

    As pesquisas de opinião mostram que muitas pessoas acreditam na intervenção divina guiando ativamente a evolução de seres humanos. A ciência não pode fazer um comentário sobre o papel que as forças sobrenaturais poderiam representar em afazeres humanos. Mas investigações científicas concluíram que as mesmas forças responsáveis pela evolução de todas as outras formas de vida na Terra podem responder pela evolução de seres humanos.

    Conclusão

    A ciência não é o único modo de adquirir conhecimento sobre nós mesmos e do mundo ao redor de nós. Humanos ganham conhecimento de muitos outros modos, como por literatura, as artes, reflexão filosófica, e experiência religiosa. Conhecimento científico pode enriquecer percepções estéticas e morais, mas estes assuntos estendem além do reino de ciência que é obter um entendimento melhor do mundo natural.

    A reivindicação que demanda eqüidade de tratamento entre a teoria evolutiva e criação especial em salas de aula de ciência reflete uma má compreensão sobre o que é ciência e como ela é administrada. Investigadores científicos buscam entender um fenômeno natural por observação e experimentação. Interpretações científicas de fatos e as explicações que respondem por elas devem ser testáveis por observação e experimentação.

    O criacionismo, o desígnio inteligente e outras afirmações de intervenção sobrenatural na origem de vida ou das espécies não são ciência porque não são testáveis pelos métodos da ciência. Estas afirmações subordinam os dados observados como sendo afirmações baseadas em autoridade, revelação ou crença religiosa. A documentação oferecida em defesa destas afirmações é limitada tipicamente às publicações especiais de seus defensores. Estas publicações não oferecem hipóteses sujeitas a mudança levando em conta dados novos, interpretações novas, ou demonstração de erro. Isto contrasta com ciência onde qualquer hipótese ou teoria sempre permanece sujeita à possibilidade de rejeição ou modificação na luz do novo conhecimento.

    Nenhum corpo de crenças que têm sua origem em material doutrinal ao invés de observação científica, interpretação, e experimentação deveria ser admissível como ciência em qualquer curso de ciência. Incorporar o ensino de tais doutrinas em um currículo de ciência compromete os objetivos da educação pública. A ciência obteve grande êxito em explicar processos naturais e isto não só conduziu a um conhecimento aumentado do universo mas também para as principais melhorias na tecnologia, saúde pública e bem-estar. O papel crescente que a ciência representa vida moderna requerem que a ciência, e não a religião, seja ensinada em aulas de ciência.

    Notas

    1 - "The Global Positioning System: The Role of Atomic Clocks." Part of the series Beyond Discovery: The Path from Research to Human Benefit by the National Academy of Sciences (Washington, D.C.: National Academy Press, 1997). This document is also available at www2.nas.edu/bsi. Back

    2 - Adapted from Teaching About Evolution and the Nature of Science by the National Academy of Sciences (Washington, D.C.: National Academy Press, 1998). Back

    3 - Adapted from Teaching About Evolution and the Nature of Science by the National Academy of Sciences (Washington, D.C.: National Academy Press, 1998). Back

    Apêndice: Perguntas Frequentes3

    O que é evolução?

    Evolução no sentido mais amplo explica que o que nós vemos hoje é diferente do que existiu no passado. Galáxias, estrelas, o sistema solar, e Terra mudaram com o passar do tempo, e assim também a vida na Terra.

    Evolução biológica concerne a mudanças em coisas viventes durante a história da vida na Terra. Explica que coisas viventes compartilham de antepassados comuns. Com o passar do tempo, processos biológicos como seleção natural dão lugar a novas espécies. Darwin chamou de processo de "descendência com modificação" que permanece uma definição boa de evolução biológica hoje.

    A evolução não é apenas uma inferência?

    Ninguém viu a evolução dos cavalos de uma pata ou cavalos de três patas, mas isso não significa que nós não podemos estar confiantes que os cavalos evoluíram. A ciência é praticada em muitas formas além de observação direta e experimentação. Muitas das descobertas científicas são feitas por experimentação indireta e observação nas quais são feitas deduções, e as hipóteses geradas a partir dessas deduções são testadas.

    Por exemplo, os físicos de partículas não podem observar partículas subatômicas diretamente porque as partículas são muito pequenas. Eles fazem conclusões sobre o peso, velocidades, e outras propriedades das partículas baseado em outras observações. Uma hipótese lógica poderia ser algo assim: Se o peso desta partícula é Y, quando eu a bombardeio, X acontecerá. Se X não acontece, então a hipótese não é aprovada. Assim, nós podemos aprender até mesmo sobre o mundo natural quando nós não podemos observar um fenômeno diretamente -- e isso é verdade sobre o passado, também.

    Nas ciências históricas como a astronomia, a geologia, a biologia evolutiva, e a arqueologia, são feitas deduções lógicas e então são testadas contra dados. Às vezes o teste não pode ser feito até dados novos estarem disponíveis, mas muitas coisas foram feitas para nos ajudar a entender o passado. Por exemplo, scorpionflies (Mecoptera) e verdadeiras moscas (Diptera) tem suficientes semelhanças para que os entomologistas considerarem que elas possuam um relacionamento muito próximo. Scorpionflies têm quatro asas de cerca do mesmo tamanho, e verdadeiras moscas têm um par de asas dianteiras grande mas o par traseiro foi substituído por estruturas amoldadas pequenas. Se moscas de duas asas evoluíram da scorpionfly (moscas escorpião) como antepassado, como a anatomia comparativa sugere, então uma mosca intermediária verdadeira com quatro asas deveria ter existido -- e em 1976 foram descobertos fósseis da tal mosca. Além disso, os geneticistas descobriram que o número de asas em moscas pode ser mudados por mutações em um único gene.

    Algo que aconteceu no passado não está "fora dos limites" para estudo científico. Podem ser feitas hipóteses sobre tal fenômeno, e estas hipóteses podem ser testadas e podem conduzir a conclusões sólidas. Além disso, muitos mecanismos chave da evolução acontecem em períodos relativamente pequenos e podem ser observados diretamente --como a evolução de bactérias resistente a antibióticos.

    Evolução é uma teoria bem sucedida tirada de uma variedade de fontes de dados, inclusive observações sobre o registro fóssil, informação genética, a distribuição de plantas e animais, e as semelhanças por espécie de anatomia e desenvolvimento. Os cientistas deduziram que a descendência com modificação oferece a melhor explicação científica para estas observações.

    Evolução é um fato ou uma teoria?

    A teoria de evolução explica como vida na Terra mudou. Em termos científicos, "teoria" não significa "adivinhação" ou "crença" como dizem em uso cotidiano. Teorias científicas são explicações de fenômenos naturais construídas logicamente por observações de hipóteses testáveis. Evolução biológica é a melhor explicação científica que nós temos para o alcance enorme de observações sobre o mundo vivente.

    Cientistas usam freqüentemente o palavra "fato" para descrever uma observação. Mas os cientistas também podem usar fato para significar algo que foi testado ou foi observado tantas vezes que há mais nenhuma razão constrangedora para continuar testando ou procurando exemplos. A ocorrência de evolução neste sentido é um fato. Os cientistas já não questionam se a descendência com modificação aconteceu porque a evidência que apoia esta idéia é muito forte.

    Muitos cientistas famosos não rejeitam evolução? Não. O consenso científico ao redor da evolução está prevalecendo. Esses que se opõe às vezes ao ensino de evolução nas escolas, usam citações de cientistas proeminentes fora de contexto, para reivindicar que os cientistas não apoiam evolução. Porém, o exame das citações revela que os cientistas estão disputando algum aspecto do fato de como evolução acontece, não se a evolução aconteceu. Por exemplo, o biólogo Stephen Jay Gould escreveu uma vez que "a raridade extrema de formas transitivas no registro fóssil persiste como o segredo comércial da paleontologia." Mas Gould, paleontólogo formado e pedagogo eloqüente sobre evolução, estava discutindo como a evolução acontece. Ele estava discutindo se a taxa de mudança de espécie está lenta e gradual ou se acontece em explosões depois de períodos longos quando uma pequena mudança acontece --uma idéia conhecida como equilíbrio pontuado. Como Gould escreve em resposta, "Esta citação, embora precisa como uma citação parcial, é desonesta omitindo o material explicativo seguinte que mostra meu verdadeiro propósito --discutir taxas de mudança evolutiva, não negar o fato da evolução em si." Gould define o equilíbrio pontuado como segue:

    O equilíbrio pontuado não é uma idéia de criacionista nem mesmo uma teoria evolutiva não Darwiniana sobre uma mudança súbita que produz uma espécie nova tudo de uma vez em uma única geração. Equilíbrio pontuado aceita a idéia convencional que uma espécie nova se forma sobre centenas ou milhares de gerações e por uma série extensa de fases intermediárias. Mas tempo geológico é tão longo que até mesmo alguns milhares de anos podem parecer como um mero "momento" relativo para os vários milhões de anos de existência para a maioria das espécies. Assim, taxas de evolução variam enormemente e uma espécie nova pode parecer surgir "de repente" em tempo geológico, embora o tempo envolvido pareceria longo, e a mudança muito lenta, quando se compara ao tempo de uma vida humana.

    Se os humanos evoluíssem de macacos, por que ainda há macacos?

    Os humanos não evoluíram de macacos modernos, mas os humanos e macacos modernos compartilharam um antepassado comum, uma espécie que já não existe. Porque nós compartilhamos um recente antepassado comum com chimpanzés e gorilas, nós temos muitas semelhanças de propriedades anatômicas, genéticas, bioquímicas e planas com estes grandes macacos africanos. Nós somos menos semelhantes aos macacos asiáticos--orangotangos e gibões --e até mesmo menos semelhante a macacos, porque nós compartilhamos os antepassados comuns com estes grupos no passado muito mais distante.

    Evolução é um processo que se ramifica ou divide no qual as populações se dividiram de uma para outra e gradualmente ficaram diferentes. A medida que os dois grupos tornam-se isolados entre si, eles deixam de compartilhar genes, e as diferenças genéticas eventualmente aumentam até os membros dos grupos já não poderem cruzar. Neste momento, eles se tornaram espécies separadas. Através do tempo, estas duas espécies poderiam dar lugar a espécies novas, e assim por diante por milênios.

    Por que nós não podemos ensinar ciência de criação em minha escola?

    Os tribunais decidiram que a "ciência" da criação é de fato uma visão religiosa. Devido a que escolas públicas devam ser religiosamente neutras sob a constituição norte-americana, os tribunais asseguraram que é inconstitucional apresentar ciência de criação como bolsa de estudos legítima.

    Em particular, em um julgamento no qual os partidários de "ciência da criação" testemunharam em defesa da sua visão, o tribunal de distrito declarou que a ciência da criação não reúne as qualidades de ciência nos termos usados pelos cientistas (McLean v. Quadro de Educação de Arkansas). O Supremo Tribunal assegurou que é ilegal requerer que a ciência de criação seja ensinada quando evolução é ensinada (Edwards v. Aguillard). Além disso,os tribunais de distrito decidiram que os professores individuais não podem defender ciência de criação no seus próprio distritos (Peloza v. Distrito Escolar San Juan Capistrano e Webster v. Lennox Novo Distrito Escolar). (Veja Ensinando Sobre Evolução e a Natureza de Ciência, Apêndice um. Academia Nacional de Ciências, Washington, D.C. 1998.)

    As organizações de professores como a Associação Nacional de Professores de Ciência, a Associação Nacional de Professores de Biologia, a Liderança Associação Nacional de Educação e Ciência, e muitos outros também rejeitaram a ciência e pedagogia da ciência de criação e desencorajaram sua apresentação fortemente nas escolas públicas. Além disso, uma coalizão de religiosos e outras organizações notaram em "Uma declaração da lei atual" que, "em salas de aulas de ciência, [nas escolas] podem apresentar críticas só genuinamente científicas de, ou comprovada para, qualquer explicação de vida na Terra, mas não críticas religiosas (convicções não comprovadas através de metodologia científica)." (Veja Ensinando Sobre Evolução e a Natureza de Ciência, Apêndices B e C, Academia Nacional de Ciências, Washington, D.C., 1998.)

    Alguns argumentam que a "justiça" exige o ensino de criacionismo junto com a evolução. Mas um currículo de ciência deveria cobrir ciência, não as visões religiosas de grupos particulares ou indivíduos.

    Se evolução é ensinada em escolas, não deveria ser dado tempo igual ao criacionismo?

    Alguns grupos religiosos negam que microorganismos causem doença, mas o currículo de ciência não deveria ser alterado apenas para refletir esta convicção. A maioria das pessoas concorda que os estudantes deveriam ser expostos à melhor bolsa de estudos possível em cada campo. Essa bolsa de estudos é avaliada pelos profissionais e pedagogas nesses campos. Os cientistas e também os pedagogos concluíram que a evolução -- e só evolução -- deveria ser ensinada em aulas de ciência porque é a única explicação científica para porque o universo é do modo que é hoje.

    Muitas pessoas dizem que eles querem que as suas crianças sejam expostas ao criacionismo nas escolas, mas há milhares de idéias diferentes sobre criação entre as pessoas do mundo. Religiões comparativas poderiam incluir um campo que valeria a pena estudar, mas nenhum apropriado para uma aula de ciência. Além disso, a Constituição dos estados norte-americanos diz que escolas devem ser religiosamente neutras, então, legalmente um professor não pode apresentar qualquer visão criacionista em particular como sendo mais "verdade" que outras.

    Leitura Recomendada

    Evolução

    Dawkins, Richard
    1996 Climbing Mount Improbable, W.W. Norton: New York and London. An authoritative and elegant account of the evolutionary explanation of the "design" of organisms.

    Fortey, Richard
    1998 Life: A Natural History of the First Four Billion Years of Life on Earth, Alfred P. Knopf: New York. A lively account of the history of life on Earth.

    Gould, Stephen J.
    1992 The Panda's Thumb, W.W. Norton: New York. Gould's Natural History columns have been collected into a series of books including Hen's Teeth and Horse's Toes, An Urchin in the Storm, Eight Little Piggies, The Flamingo's Smile, and Bully for Brontosaurus. All are good popular introductions to the basic ideas behind evolution, and extremely readable.

    Horner, John R., and Edwin Dobb
    1997 Dinosaur Lives: Unearthing an Evolutionary Saga, HarperCollins: New York. What it's like to uncover fossilized bones, eggs, and more, plus Horner's views on dinosaurs.

    Howells, W.W.
    1997 Getting Here: The Story of Human Evolution, Compass Press: Washington, D.C. A very readable survey of human evolution by one of the fathers of physical anthropology.

    Johanson, Donald C., Lenora Johanson, and Blake Edgar
    1994 Ancestors: In Search of Human Origins, Villard Books: New York. The companion volume to Johanson's NOVA series, "In Search of Human Origins."

    Mayr, Ernst
    1991 One Long Argument: Charles Darwin and the Genesis of Modern Evolutionary Thought, Harvard University Press: Cambridge, MA. An easily understandable distillation of Charles Darwin's scientific contributions.

    National Academy of Sciences
    1998 Teaching About Evolution and the Nature of Science, National Academy Press: Washington, DC. An engaging, conversational, and well-structured framework for understanding and teaching evolution.

    Nesse, Randolph, and George C. Williams
    1996 Why We Get Sick: The New Science of Darwinian Medicine, Vintage Books: New York. The principle of natural selection as applied to modern-day health and disease. Helps to illustrate evolution as an ongoing phenomenon.

    Tattersall, Ian
    1998 Becoming Human, Harcourt Brace: New York. A description of the current state of understanding about the differences between Neanderthals and Homo sapiens.

    Weiner, Jonathan
    1994 The Beak of the Finch: A Story of Evolution in Our Time, Alfred P. Knopf: New York. Discussion of basic evolutionary principles and how they are illustrated by ongoing evolution on the Galápagos Islands.

    Whitfield, Philip
    1993 From So Simple a Beginning, Macmillan: New York. A large-format, beautifully illustrated book explaining evolution from genetic, fossil, and geological perspectives. A good general introduction for nonspecialists.

    Zimmer, Carl
    1999 At the Water's Edge: Macroevolution and the Transformation of Life, Free Press: New York. Some creatures moved from water to land (the evolution land vertebrates) and others from land to water (the evolution of whales from land animals). Zimmer clearly explains these two events in the history of vertebrates and what might have brought them about.

    Evolution: Books for Children and Young Adults

    Cole, Joanna, and Juan Carlos Barberis
    1987 The Human Body: How We Evolved, Illustrated by Walter Gaffney-Kessell, William Morrow and Company: New York. This book traces the evolution of humans, from early prehistoric ancestors to modern tool-users. Grades 4-7.

    Lauber, Patricia, and Douglas Henderson
    1994 How Dinosaurs Came to Be, Simon and Schuster: New York. A description of the ancestors to the dinosaurs. Grades 4-7.

    Matsen, Brad, and Ray Troll
    1994 Planet Ocean: A Story of Life, the Sea, and Dancing to the Fossil Record, 10 Speed Press: Berkeley, CA. Whimsically illustrated tour of history for older kids and adults. Grades junior high to high school.

    McNulty, Faith
    1999 How Whales Walked into the Sea, Illustrated by Ted Lewin, Scholastic Trade: New York. This wonderfully illustrated book describes the evolution of whales from land mammals. Grades K-3.

    Stein, Sara
    1986 The Evolution Book, Workman Publishing Co., Inc.: New York. A hands-on, project-oriented survey of evolution and its mechanisms. Grades 4-8.

    Troll, Ray, and Brad Matsen
    1996 Raptors Fossils Fins and Fangs: A Prehistoric Creature Feature, Tricycle Press: Berkeley, CA. A light-hearted trip through time ("Good Gracious -- Cretaceous!") with similes kids will like ("Pterosaurs -- some as big as jet fighters."). Grades 4-6.

    Origin of the Universe and Earth

    Dalrymple, G. Brent
    1991 The Age of the Earth, Stanford University Press: Stanford, CA. A comprehensive discussion of the evidence for the ages of the Earth, moon, meteorites, solar system, Galaxy, and universe.

    Longair, Malcolm S.
    1996 Our Evolving Universe, Cambridge University Press: New York. A brief discussion of the origin and evolution of the universe.

    Silk, Joseph
    1994 A Short History of the Universe, Scientific American Library: New York. Popular treatment of the evolution of the universe.

    Weinberg, Steven
    1993 The First Three Minutes: A Modern View of the Origin of the Universe, Basic Books: New York. An explanation of what happened during the Big Bang.

    Evolution and Creationism Controversy

    Godfrey, Laurie, ed.
    1983 Scientists Confront Creationism, W.W. Norton: New York. A collection of articles by scientists analyzing and refuting arguments of creation science.

    Kitcher, Philip
    1982 Abusing Science: The Case Against Creationism, MIT Press: Cambridge, MA. A philosophical as well as scientific analysis of creation science.

    Matsumura, Molleen
    1995 Voices for Evolution, National Center for Science Education, Inc: Berkeley, CA. A collection of statements supporting the teaching of evolution from many different types of organizations: scientific, civil liberties, religious, and educational.

    Numbers, Ronald
    1992 The Creationists: The Evolution of Scientific Creationism, University of California Press: Berkeley, CA. A thorough history of the American creationist movement.

    Pennock, Robert T.
    1999 Tower of Babel: The Evidence Against the New Creationism, MIT Press: Cambridge, MA. A philosopher of science analyzes the newer "intelligent design" theory and "theistic science" creationism.

    Skehan, James W.
    1986 Modern Science and the Book of Genesis, National Science Teachers Association: Washington, DC. Written by a geologist (former Director of the Weston Seismological Observatory) and bible scholar, trained as a Jesuit priest.

    Strahler, Arthur
    1987 Science and Earth History: The Evolution/Creation Controversy, Prometheus Press: Buffalo, NY. A comprehensive analysis of creationist scientific claims.

    Toumey, Christopher P.
    1994 God's Own Scientists: Creationists in a Secular World, Rutgers University Press: New Brunswick, NJ. An anthropologist's view of creationism as a belief system upholding the moral authority of both science and religion.

    Revisores

    This report has been reviewed by individuals chosen for their diverse perspectives and technical expertise, in accordance with procedures approved by the National Research Council's Report Review Committee. The purpose of the independent review is to provide candid and critical comments that will assist the authors and the National Academy of Sciences in making their published report as sound as possible and to ensure that the report meets institutional standards for objectivity, evidence, and responsiveness to the study charge. The contents of the review comments and draft manuscript remain confidential to protect the integrity of the deliberative process. We wish to thank the following individuals for their participation in the review of this report:

    John Baldeschwieler
    J. Stanley Johnson Professor and
    Professor of Chemistry
    Division of Chemistry and Chemical Engineering
    California Institute of Technology
    Pasadena, California

    John E. Dowling
    Maria Moors Cabot Professor
    of Natural Science
    The Biological Laboratories
    Harvard University
    Cambridge, Massachusetts

    Marye Anne Fox
    Chancellor
    North Carolina State University
    Raleigh, North Carolina

    Wilford Gardner
    Dean Emeritus
    College of Natural Resources
    University of California
    Berkeley, California

    Timothy Goldsmith
    Professor of Biology
    Department of Molecular, Cellular, and
    Developmental Biology
    Yale University
    New Haven, Connecticut

    Avram Goldstein
    Professor of Pharmacology, Emeritus
    Stanford University
    Stanford, California

    Ursula Goodenough
    Professor
    Department of Biology
    Washington University
    Saint Louis, Missouri

    Robert Griffiths
    Professor of Physics
    Carnegie Mellon University
    Pittsburgh, Pennsylvania

    Norman Horowitz
    Professor Emeritus
    Division of Biology
    California Institute of Technology
    Pasadena, California

    Susan Kidwell
    Professor
    Department of Geophysical Sciences
    University of Chicago
    Chicago, Illinois

    David Pilbeam
    Henry Ford II Professor of Social Sciences
    Peabody Museum
    Harvard University
    Cambridge, Massachusetts

    Luis Sequeira
    J.C. Walker Professor Emeritus
    Department of Plant Pathology
    University of Wisconsin
    Madison, Wisconsin

    Phillip Tobias
    Professor Emeritus
    Department of Anatomical Sciences
    University of Witwatersrand
    Medical School
    Johannesburg, Republic of South Africa


    And other anonymous reviews.

    While the individuals listed above have provided many constructive comments and suggestions, responsibility for the final content of this report rests solely with the authoring committee and the National Academy of Sciences. Council of the National Academy of Sciences

    Conselho da Academia Nacional de Ciências

    Bruce Alberts
    President
    National Academy of Sciences
    Washington, DC

    Mary Ellen Avery
    Professor of Pediatrics
    Harvard Medical School
    Boston, Massachusetts

    Lewis M. Branscomb
    Professor Emeritus
    John F. Kennedy School of Government
    Harvard University
    Cambridge, Massachusetts

    Ralph J. Cicerone
    Chancellor
    University of California
    Irvine, California

    Marye Anne Fox
    Chancellor
    North Carolina State University
    Raleigh, North Carolina

    Ralph E. Gomory
    President
    Alfred P. Sloan Foundation
    New York, New York

    Ronald L. Graham
    Chief Scientist
    AT&T Labs
    Florham Park, New Jersey

    Jack Halpern
    Louis Block Distinguished Professor Emeritus
    Department of Chemistry
    University of Chicago
    Chicago, Illinois

    David M. Kipnis
    Distinguished University Professor
    Washington University School of Medicine
    Saint Louis, Missouri

    Daniel E. Koshland Jr.
    Professor in the Graduate School
    Department of Molecular and Cellular Biology
    University of California
    Berkeley, California

    Peter Raven
    Director
    Missouri Botanical Garden
    Saint Louis, Missouri

    Sherwood F. Rowland
    Donald Bren Research Professor of
    Chemistry and Earth System Science
    Department of Chemistry
    University of California
    Irvine, California

    William J. Rutter
    Chairman
    Chiron Corporation
    Emeryville, California

    Luis Sequeira
    J.C. Walker Professor Emeritus
    Department of Plant Pathology
    University of Wisconsin
    Madison, Wisconsin

    Carla J. Shatz
    Investigator
    Howard Hughes Medical Institute Professor
    Department of Molecular and
    Cellular Biology
    University of California
    Berkeley, California

    Jean D. Wilson
    Charles Cameron Sprague Distinguished Chair
    in Biomedical Science
    University of Texas Southwestern
    Medical Center
    Dallas, Texas

    Robert H. Wurtz
    Chief
    Laboratory of Sensorimotor Research
    National Institutes of Health
    Bethesda, Maryland

    Créditos

    Front cover and title page: Hurricane Andrew over the Gulf of Mexico, August 1992, NOAA.

    Back cover: Map of the world by Isidore of Seville [A.D. 560-636], redrawn and published in 1898 in Mappaemundi: Die altesten Weltkarten, a six-volume work compiled by Konrad Miller. Library of Congress, Geography and Map Division.

    página iv: Entrance to National Academy of Sciences building, Carol M. Highsmith, photographer.

    página v: Marble seal of the National Academy of Sciences, David Patterson, photographer.

    página vi: © Marty Stouffer, 1991/PNI.

    página x: Young stars, Hubble Space Telescope, NASA.

    página 3: background: © Ken Graham/PNI; insets: photograph of Edwin Hubble: National Academy of Sciences; Hubble Deep Field, Hubble Space Telescope, NASA.

    página 4: Young stellar disks in infrared, Hubble Space Telescope, NASA.

    página 6: left: DNA, Dr. A. Lesk, Laboratory of Molecular Biology/Science Photo Library; right: RNA, © Ken Eward/Science Source, Photo Researchers, Inc.

    página 9: Charles Darwin, National Library of Medicine, National Institutes of Health.

    página 9: Galápagos Islands, © Archive Photos, 1994/PNI

    página 11: Darwin's finches. Drawing by K. Thalia Grant. From The Beak of the Finch by Jonathan Weiner. © 1994 by Jonathan Weiner. Reprinted by permission of Alfred A. Knopf, Inc.

    página 12: Paria River, Utah. Grand Staircase/Escalante National Monument, © Tom Till.

    páginas 12-13: Illustration of layers of sedimentary rock, Joyce Pendola, courtesy Natural History.

    página 14: Illustration by Leigh Coriale Design and Illustration, adapted from Patterns in Evolution: The New Molecular View by Lewin, © Scientific American Library. Used with permission by W.H. Freeman and Company.

    página 16: top, © Ron Sanford, 1994/PNI; bottom left, © Marty Stouffer, 1991/PNI; bottom right, © Erwin Bauer, Peggy Bauer, 1990/PNI.

    página 18: Myoglobin, © Irving Geis.

    página 19: Cytochrome c. Illustration by Leigh Coriale Design and Illustration, adapted from the Journal of Molecular Evolution, Vol. I, 37, 1971.

    páginas 20-21: Drawings of Mammalian land ancestor, Balaenoptera, by N. Haver. Drawings of Ambulocetus, Rodhocetus, by N. Haver, © Sinauer Associates.

    página 22: Illustration adapted from The Cambridge Encyclopedia of Life Sciences. Reprinted with permission of Cambridge University Press.

    página 24: Drawings by Darwen Hennings, © Wadsworth Publishing Company.

    página 36: Detail, Paria River, Utah. Grand Staircase/Escalante National Monument, © Tom Till.

    Agradecimentos

    The National Academy of Sciences gratefully acknowledges contributions from:

    The Esther A. and Joseph Klingenstein Fund, Inc.

    The Council of the National Academy of Sciences

    The 1997 and 1998 Annual Funds of the National Academy of Sciences, whose donors include Academy members and other science-interested individuals.

    Informativo:

  • O ensaio base original está disponível em http://stills.nap.edu/html/creationism/index.html
  • Traduzido por: Edson de Carvalho
  • Traduções para o espanhol e sugestões para correções na tradução e na gramática são bem-vindas.
    Envie o seu comentário, a sua opinião ou correções na tradução/gramática deste texto!

    Nome: E-Mail:
    Cidade: Estado:
    País: